sábado, 7 de junho de 2008

Olimpíada joga holofotes da mídia sobre os direitos humanos

Quando o Comitê Olímpico Internacional declarou em julho de 2001 que a China seria a anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2008, os cidadãos chineses ficaram extáticos. Mas o que potencialmente poderia ter sido um momento de orgulho para a China acabou se transformando em um campo minado na relação pública com a mídia mundial sobre os abusos aos direitos humanos cometidos por um governo autoritário.

Como anfitriã dos Jogos Olímpicos, a China tem uma oportunidade sem igual para mostrar seu fabuloso desenvolvimento econômico.

Por outro lado, com estimativa calculada em meio milhão de visitantes estrangeiros e pelo menos 20 mil jornalistas, o governo teme também que a Olimpíada seja uma oportunidade única para os dissidentes e ativistas de direitos humanos apresentarem a causa deles à mídia mundial.

Nessa semana, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas enviou um comunicado para que os jornalistas estrangeiros que forem para a Olimpíada tomem o cuidado de preservarem as suas fontes quando tratarem de temas sensíveis como a liberdade religiosa.

A organização também pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que pressione a China a cumprir com a promessa de tolerar a liberdade de imprensa para os 21,5 mil jornalistas já credenciados para o evento.

Entre os principais assuntos destacados está a liberdade religiosa. Observadores internacionais vêm informando continuamente acerca das restrições contínuas sobre a liberdade de adoração, particularmente para grupos de igrejas não registradas, o que inclui apreensões, detenção em campos de trabalhos forçados e o confisco de literatura cristã.

A grande questão é: como será a atitude das autoridades chinesas para com os cristãos depois que a Olimpíada terminar?

Fonte: Missão Portas Abertas
http://www.portasabertas.org.br