quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jovens crentes sem religião crescem no país

Uma nova forma de religiosidade cresce entre jovens brasileiros. São os crentes sem religião, que valorizam a fé, mas sem se vincularem a uma igreja.

estudantes na grama Pesquisa do teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ainda inédita e que será apresentada no livro “Religiosidade Jovem”, indica que, de 520 universitários entrevistados, de 17 a 25 anos, 32% são “jovens sem religião”.

O tema é assunto de comportamento da revista IstoÉ desta semana, com chamada de capa para a matéria “A fé da juventude”, do repórter Rodrigo Cardoso. Dos jovens sem religião da pesquisa de Ribeiro, 12,2% se declararam agnósticos ou ateus e 19,8% crentes sem religião.

A novidade reside precisamente nos crentes sem religião. “O espírito buscador do jovem não procura uma instituição religiosa que o enquadre, mas uma doutrina onde ele se encontre”, declarou a antropóloga Regina Novaes para a IstoÉ.

A concepção de que a fé só poderia ser vivida dentro de uma religião ou de uma igreja passa a ser questionada pela juventude. Ribeiro verificou, na pesquisa, que para o jovem brasileiro ter fé é mais importante do que seguir uma doutrina.

Segundo matéria da IstoÉ, “os símbolos religiosos, antes difundidos na igreja e no âmbito familiar, circulam mais por outras áreas de domínio público”, como blogs, camisetas, feiras, na moda.

Para Regina Novaes, “na juventude é o momento de se experimentar. E, hoje, também se experimenta religião”. Sem dúvida, um desafio para as igrejas históricas, pentecostais, neopentecostais, na busca de jovens para suas fileiras.

Fonte: ALC
Publicação A Folha Cristã

PL 122/06: manifestantes se opõem ao projeto, mas não às pessoas


Um grupo de 80 líderes evangélicos, entregou ontem (25) à Mesa do Senado um manifesto popular contra a aprovação do PLC 122/06. Deputados federais, senadores e pastores de diversas igrejas evangélicas, integrantes da Frente Nacional Evangélica, consideram que, a pretexto de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do pensamento.

(Fonte: Portas Abertas / Agência Senado) - Isso porque criminalizaria "toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferindo o direito constitucional que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social".

“Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso”, disse o pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé.

No entendimento dele, o projeto suprime o direito à opinião do indivíduo e confere mais direitos a uns cidadãos do que a outros. “Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito”, afirmou.

"Achamos que o problema da discriminação não atinge só os homossexuais, mas também os negros, as mulheres, até mesmo nós evangélicos. O projeto de lei dá poderes ditatoriais a uma minoria. Se um funcionário for dispensado de uma empresa, por exemplo, pode alegar homofobia e o dono da empresa vai ser preso por crime hediondo, inafiançável. Queremos trazer um projeto para proteger todas as minorias", disse o deputado Rodovalho (DEM-DF), da Igreja Sara Nossa Terra.

Proteção ou privilégio?

Os líderes evangélicos foram recebidos pelo senador Magno Malta (PR-ES), que também é contra a aprovação da proposta. Segundo ele, qualquer um que criticar ou rejeitar alguém para emprego ou transação comercial em virtude da “opção sexual” poderá ser preso.

Em discurso na tribuna do Senado, Magno Malta disse que ele e seus colegas se opõem ao projeto, mas "não às pessoas". Ele disse que alegar a necessidade da lei “porque estão matando homossexuais na rua" é uma distorção. "Matar não pode em nenhuma circunstância! Aqueles que têm disposição de matar, continuarão matando, independentemente de lei ou não, porque a mente criminosa será sempre a mente criminosa", alegou.

Para o senador, "o projeto cria um império homossexual no Brasil, uma casta diferenciada que não foi dada aos negros nem está nos estatutos do índio, do idoso ou do deficiente físico"

Relatora do projeto no Senado, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) criticou a mobilização dos evangélicos. "Infelizmente alguns religiosos utilizam discurso político para tentar ludibriar as pessoas crentes e tementes a Deus. Há que se observar aí mais uma postura de intolerância, pois em qualquer religião há diversidade dos seres humanos", afirmou.

Do lado de fora do Congreso Nacional, mil evangélicos, segundo estimativa da Polícia Militar, deram as mãos, oraram e tentaram sem sucesso entrar nas dependências do Congresso Nacional, mas foram impedidos.

Magno Malta recebe evangélicos contrários à criminalização da homofobia

O 4º secretário do Senado, Magno Malta (PR-ES) recebeu, nesta quarta-feira (25), na sala da Presidência, representantes da Frente Nacional Evangélica que vieram ao Congresso protestar contra a aprovação do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a discriminação contra homossexuais.

Integrada por vários deputados federais, senadores e pastores de diversas igrejas evangélicas, a frente considera que, a pretexto de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do pensamento. Isso porque criminalizaria "toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferindo o direito constitucional que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social".

Na opinião do pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé, o projeto suprime o direito à opinião do indivíduo e confere mais direitos a uns cidadãos do que a outros.

- Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito- disse Fadi Faraj.

O PLC 122/06, já aprovado na Câmara dos Deputados, encontra-se em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Após o encontro com Magno Malta, os evangélicos se dirigiram ao Plenário e encaminharam à Mesa da Casa um manifesto contra a aprovação do PLC 122/06.

Treinador é demitido por permitir evangelismo a muçulmanos

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - Um treinador de luta de Michigan, nos Estados Unidos, perdeu o emprego porque o seu assistente foi acusado de tentar "converter estudantes muçulmanos ao cristianismo". O caso reflete uma hostilidade crescente contra o cristianismo ao longo do país e uma clara violação à liberdade religiosa.

De acordo com um relatório da Associação Psiquiátrica Americana, Michigan abriga a segunda maior comunidade muçulmana fora do Oriente Médio. O mesmo relatório, também destaca que o islã é atualmente a religião que mais rapidamente cresce nos Estados Unidos.

Jerry Marszalek trabalhou durante 35 anos como treinador de luta livre na Escola Secundária de Fordson, em Dearborn, segundo informações do jornal "Detroit News".

Recentemente, o diretor da escola, Imad Fadlallah, decidiu não renovar o contrato do treinador porque pais da comunidade islâmica reclamaram que Trey Hancock, o ex-assistente de Jerry Marszalek, e pastor da Assembléia de Deus, tentava converter os alunos muçulmanos ao cristianismo.

Jerry Marszalek diz que o diretor nunca sequer assistiu a um treinamento de luta livre, mas baseou o julgamento dele nas reclamações do pai de um estudante árabe.

Jan Markell, fundadora do ministério Árvore de Oliva, em Minnesota, diz que a terminação é ultrajante. "Ele... o professor...tinha um trabalho de 35 anos em Dearborn, Michigan, e não era ele o professor que estava fazendo qualquer tipo de evangelismo, era o assistente", argumenta ela.

Além disso, ela questiona o que aconteceria se um diretor cristão demitisse um treinador muçulmano, em circunstâncias semelhantes, alegando tais motivos. E pede para que a União de Liberdades Civis Americana possa intervir imediatamente no caso.

Assistente nega as acusações

Trey Hancock nega as alegações de que tenha tentado converter estudantes, insistindo que nunca testemunhou ou orou enquanto treinava na Fordson. Embora ele tenha batizado um estudante muçulmano de Dearborn, em 2005, ele lembra que essa atividade não foi executada durante o horário escolar.

Depois do batismo, o treinador Jerry Marszalek foi advertido pelo diretor da escola a manter o assistente longe da prática de luta livre e de eventos.

Hostilidade aos cristãos cresce no país

O caso reflete uma hostilidade crescente contra o cristianismo ao longo do país, e não apenas entre os membros da população muçulmana.

A perseguição cristã assumiu uma variedade de formas nos Estados Unidos – desde a crescente intolerância ao proselitismo até à erradicação, nos últimos anos, de quase todas as referências cristãs contidas em livros históricos e de ensino das escolas públicas.

Embora a magnitude da perseguição nos EUA seja incomparável com que ocorre na China, Mianmar e Sudão, por exemplo, onde a perseguição é severa e muitos cristãos acabam martirizados, a percepção anticristã nas escolas americanas, na mídia e na sociedade em geral causa preocupação aos cristãos dessa nação que ficou notoriamente conhecida pela liberdade de expressão e culto.

Em 2005, o Centro Islâmico da América construiu m Dearborn uma mesquita de US$ 14 milhões com a cúpula em ouro.

Fonte: Missão Portas Abertas
www.portasabertas.org.br