quinta-feira, 3 de julho de 2008

Crianças indígenas enterradas vivas: campanha internacional contra a prática

“Quando meu sobrinho de 3 anos foi enterrado vivo, eu sofri muito. Desejei morrer junto com ele. A gente sofre muito quando enterra criança.” (Índio Makana Uru-eu-wau-wau)


Centenas de crianças indígenas, rejeitadas por suas tribos, são enterradas vivas no Brasil todos os anos. Essa é uma prática antiga, encontrada ainda em mais de 20 povos indígenas diferentes. Muitas dessas crianças são recém-nascidas. Outras são mortas aos 3, 5, e até 11 anos de idade. Centenas delas são condenadas à morte por serem portadoras de deficiências físicas ou mentais, ou por serem gêmeas, ou filhas de mãe solteira. Muitas outras são envenenadas ou abandonadas na floresta porque os índios, por influência de tradições indígenas envolvendo bruxaria, acreditam que tais crianças trazem má sorte para a tribo.

Indiferença do governo brasileiro

A situação trágica dessas crianças vem sendo revelada ao mundo inteiro, que grita: “O que o governo brasileiro está fazendo para acabar com a matança de inocentes crianças?”

A agência governamental responsável pela supervisão do bem-estar dos índios é a FUNAI, que há décadas conhece bem esse problema, mas prefere permanecer confortavelmente na postura da omissão, com a desculpa de não interferir nos costumes indígenas.

Para sensibilizar a opinião mundial com relação à insensibilidade do governo brasileiro diante do sacrifício de sangue inocente nas tribos, foi produzido o filme “Hakani”, que mostra a necessidade de ação para deter esses assassinatos.


Evangélicos são usados como bodes-expiatórios

Não só essas matanças são crimes, mas também a própria omissão da FUNAI. Contudo, em vez de reconhecer os próprios erros, indivíduos ligados a FUNAI agora se levantam exigindo que o governo Lula tome providências contra os evangélicos que tomaram a iniciativa de lançar uma campanha internacional com a produção do filme “Hakani”.

Em artigo em seu blog, Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da FUNAI, não só defende o Estado e seus interesses, mas também ataca organizações evangélicas como a JOCUM que atuam entre os índios. O título do artigo é: “JOCUM faz filme criminoso sobre os Zuruahá“.

Para Mércio, quem é criminoso não é quem mata ou quem se omite diante dos assassinatos. Criminoso é quem denuncia os assassinatos!

É muito fácil desviar a atenção do público usando os evangélicos como bodes-expiatórios. Agentes estatais, muito bem pagos e muito bem omissos, usam os evangélicos apenas como alvos de seus preconceitos pessoais e estatais. Um Estado supostamente anti-preconceito, que vive pregando que discriminação é crime, jamais sente vergonha de praticar preconceitos aos evangélicos por qualquer motivo.

“Omissão é crime”.

Eu não pude resistir enviar uma mensagem ao Mércio, dizendo: “Mércio, só gostaria de saber uma coisa: quando você era presidente da FUNAI, o que você fez para impedir a matança de crianças indígenas? Omissão é crime. O filme incomoda exatamente porque põe em relevo o fato assustador de que, se as matanças prosseguem, é porque há omissão da FUNAI. Pense nisso, ex-presidente da FUNAI”.

Eu fico perplexo: hoje condenamos pessoas que foram omissas durante o nazismo, mas nem ligamos para a omissão dos agentes estatais de hoje. Nos dois casos, pessoas inocentes foram assassinadas enquanto os Mércios a serviço do Estado nada faziam para intervir.

O Estado e seus agentes nada fizeram e nada fazem para acabar com as matanças. Pelo contrário, eles estão dispostos a atacar os evangélicos que estão se mobilizando. E depois as instituições estatais e as ONGs por ele sustentadas têm a cara de pau de declarar que os evangélicos são preconceituosos.

Mesmo sob as pressões, preconceitos e perseguições injustas do governo federal, os evangélicos e todas as pessoas de bem não podem calar a boca diante do assassinato de crianças indígenas. Os inocentes clamam, e os que ouvem esse clamor clamam junto.

Líder indígena clama junto com os inocentes

O líder indígena Eli Ticuna, do Amazonas, relata: “Como indígena, conheço muito bem a dor que essas famílias enfrentam quando são forçadas pela tradição a sacrificar suas crianças. Mas conheço também mulheres corajosas que enfrentam a tradição e literalmente desenterram crianças que estavam condenadas à morte. Essas mulheres, mesmo sem nunca terem estudado direitos humanos, sabem que o direito à vida é muito mais importante que o direito à preservação de uma tradição”.

Eli Ticuna conta que, mesmo sem nenhuma ajuda e sensibilidade das agências governamentais, ele próprio tomou a atitude de agir: “Por causa do sofrimento do meu povo indígena, e da coragem dos meus parentes que se opõem ao infanticídio, eu me dispus a trabalhar na elaboração de um projeto de lei. O primeiro esboço saiu da minha cabeça. Numa segunda fase, contei com o apoio de uma equipe de especialistas e de um deputado federal sensibilizado pela causa”.

Finalizando, Eli Ticuna chama a todos a se envolverem na aprovação de um projeto de lei para proteger as crianças índias: “Eu como indígena e defensor dos direitos fundamentais, conclamo a sociedade brasileira, índios e não-índios, a participar da Campanha Lei Muwaji. A primeira coisa que eu peço é que você assista o documentário HAKANI. É a história real de uma menina suruwaha que foi enterrada viva, mas foi resgatada por seu irmão de nove anos. Você vai se comover com a luta desse menino para salvar a vida de sua irmãzinha. Depois de assistir ao filme, ajude-nos a pressionar o governo para que a Lei Muwaji seja votada com urgência. Faz exatamente um ano que o projeto de lei está parado na Comissão de Direitos Humanos. Isso mostra o total desinteresse do Congresso na causa indígena. Temos menos de um mês para fazer com que a comissão vote o projeto, senão ele vai cair no esquecimento. Nós precisamos da sua ajuda. Participe da campanha e ajude-nos a superar essa prática terrível que ceifa a vida de centenas de crianças inocentes”.

Lei Muwaji

Para garantir às crianças indígenas o direito à vida, o Dep. Henrique Afonso apresentou no Congresso Nacional o PL 1057, conhecido como a Lei Muwaji. O projeto, que foi apresentado em 2007, até hoje não foi levado à votação e aprovação porque a relatora da comissão que o está examinado é petista. A prioridade do PT, como bem dá para ver, não é e nunca foi resgatar crianças do aborto e da matança entre as tribos.

O projeto foi batizado de Lei Muwaji em homenagem à coragem da índia Muwaji Suruwaha. De acordo com as tradições do seu povo, ela deveria ter sacrificado sua filha Iganani, que nasceu com paralisia cerebral. Mas ela se posicionou contra esse costume, enfrentando não só a sua tribo, mas também toda a burocracia do governo brasileiro, para garantir a vida e o tratamento médico de sua filha.

(Fonte: www.juliosevero.com)

Entre em http://www.overbo.com.br/modules/news/article.php?storyid=7540 e veja um pedaço do video do fime "
Hakani", é de deixar qualquer um Preocupado!

Arquidiocese de Los Angeles resolve 45 casos de abuso sexual

EUA - A Arquidiocese de Los Angeles, maior congregação católica dos Estados Unidos, anunciou hoje que chegou a um acordo milionário envolvendo 45 denúncias de supostos abusos sexuais cometidos por sacerdotes.A quantia chega a US$ 60 milhões, uma das maiores pagas pela Igreja Católica nos Estados Unidos.

"Rezo para que o acordo com este grupo ajude as vítimas a seguir adiante com suas vidas", indicou o cardeal Roger Mahony em comunicado entregue hoje à imprensa.

O acordo milionário, que cobre 45 das mais de 500 denúncias apresentadas contra a Arquidiocese, é fruto de longas negociações, parte de um escândalo que sacudiu a Igreja Católica nos EUA ao longo desta década.

Trata-se do pagamento mais alto na Califórnia desde que a Diocese de Orange County, no sul de Los Angeles, pagou em 2004 US$ 100 milhões a 90 pessoas que asseguraram ter sido vítimas de abusos sexuais dentro da Igreja.

As mais de 500 denúncias apresentadas contra a Arquidiocese de Los Angeles incluem acusações de abusos, algumas delas datadas de 1930, contra aproximadamente 200 sacerdotes ou pessoal laico da Igreja.

Segundo Ray Boucher, advogado de uma das vítimas, os 45 casos resolvidos com este acordo envolvem 22 sacerdotes.

Dos US$ 60 milhões a serem recebidos pelas vítimas, US$ 50 milhões sairão dos cofres da Arquidiocese, enquanto o restante procede das diversas paróquias envolvidas.

Cerca de mil pessoas processaram à Igreja Católica em Los Angeles amparadas por uma mudança na legislação estadual feita em 2002, quando foi ampliado o prazo para a apresentação de denúncias de abusos sexuais.

Fonte: UOL Notícias

A casa que vertia sangue: Sangue encontrado em casa era de moradora, diz exame

Resultado do exame de DNA foi divulgado nesta quarta-feira no interior de SP. Manchas de sangue foram encontradas em vários cômodos da casa em junho.

O mistério em torno do sangue encontrado em uma casa em Jundiaí, a 60 km de São Paulo, acabou nesta quarta-feira (2). Nesta manhã foi divulgado o resultado do exame de DNA feito com o material achado na casa. Segundo o exame, o sangue pertence à idosa de 65 anos que mora no local com o marido de 71 anos.

A reportagem da TV Tem apurou, junto à polícia, que o rompimento de varizes era causa dos sangramentos. O caso aconteceu na Rua Antônio Bizarro, no Jardim Bizarro, um bairro de classe média da cidade. O casal de idosos que mora sozinho na residência percebeu que respingos de sangue apareciam inexplicavelmente no piso e na parede de alguns cômodos. O padre do bairro foi chamado e orientou o casal a procurar a polícia. Exame preliminar identificou que a substância era sangue humano e, agora, o DNA comprovou que é da moradora.

Logo após a descoberta do sangue, no fim de junho, os donos da casa chegaram a fazer declarações. Segundo o aposentado, o líqüido - sem um cheiro característico - jorrou do banheiro. "Quando eu tomo banho não acontece nada. Quando ela (a mulher) vai tomar banho, começa", afirmou. O líqüido verte não somente do rejunte, mas da superfície do piso e em alguns pontos da casa chega a jorrar a até dez centímetros de altura do chão. "Não sabemos o que é, mas não ficamos com medo", disse o morador na época.

Fonte: G1

Extremistas budistas em campanha discriminatória contra cristãos

SRI LANKA - Extremistas budistas convidaram residentes de Middeniya, uma cidade no distrito de Hambanthota, no sul do Sri Lanka, para assistir a uma reunião anticristã no domingo, 22 de junho, onde eles prometeram "expor a grande conspiração cristã."No decorrer da semana, os extremistas ergueram cartazes e bandeiras anticristãs e celebraram quatro pequenas reuniões para convidar as pessoas e estimularem a curiosidade delas para o grande encontro do domingo.

Uma reunião semelhante realizada em uma escola pública teve conseqüências rápidas. Estudantes bateram em uma colega cristã, de acordo com a Aliança Cristã Evangélica Nacional do Sri Lanka (NCEASL), que está traumatizada.

Cristãos que freqüentam as Assembléias de Deus (AOG) em Middeniya temem que a campanha possa de fato levar à violência e a discriminação contra a pequena minoria cristã da cidade. Extremistas ordenaram que os lojistas não vendessem comida aos cristãos e motoristas de táxi foram encorajados a não os aceitarem como passageiros.

Como resultado de tal discriminação, o pastor da assembléia de Deus local, a esposa dele e três crianças são as prisioneiras virtuais na própria casa deles, de acordo com a NCEASL.

Campanha discriminatória

Os extremistas budistas penduraram bandeiras grandes e cartazes ao longo da cidade e até mesmo em aviões públicos proclamando "Os budistas estão em perigo! Salvemos Middeniya dos fundamentalistas!”.

Na reunião anticristã celebrada em uma escola pública onde a maioria vasta dos estudantes é budista, o diretor encorajou os estudantes a assistisrem a reunião no domingo e os advertiu a não comparecerem a reuniões e celebrações cristãs.

Depois da fala do diretor, os estudantes viraram para uma colega cristã, puxaram o cabelo dela e começaram a bater nela. A criança ficou traumatizada e agora tem medo de voltar à escola. Sentimentos anticristãos parecem estar se espalhando pelo distrito, com bandeiras e cartazes semelhantes que já são erguidos na cidade vizinha Weraketiya.

Fonte: Missão Portas Abertas
www.portasbertas.org.br

Bispo aposentado defende mudanças polêmicas na Igreja

SÃO PAULO - Prestes a completar 91 anos - seu aniversário é no próximo dia 8 - Dom Clemente Isnard foi bispo de Nova Friburgo e vigário geral de Duque de Caxias. Com um livro de apenas 40 páginas, Dom Clemente, hoje aposentado, tem causado polêmica entre os católicos.

Lançado há apenas 15 dias, "Reflexões de um Bispo" já vendeu mais de 1.500 exemplares - o que é muito para um título sobre religião lançado por uma editora pequena, a Olho d'Água.

Em meio à campanha da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) contra a corrupção na política, Dom Clemente defende mudança na eleição dos bispos. Sugere que eles sejam eleitos com a participação do clero, de freiras e leigos de sua diocese, numa espécie de eleição direta. Hoje, quem escolhe é o Papa, que ouve o núncio apostólico de cada país e os atuais bispos.

Dom Clemente defende ainda temas que o Vaticano combate, como o fim do celibato obrigatório para os padres, maior poder para as mulheres dentro da igreja - incluindo aí poder rezar missa e ser 'bispa' - e uso de preservativo para evitar a transmissão do vírus da Aids.

Em seu livro, o bispo lembra que ele próprio teve uma atitude machista, ao preterir uma mulher - Ione Buyst - para assessorá-lo em Brasília. Ele chegou a convidá-la, mas desistiu depois que dois padres aceitaram o posto. "Na linha de pensamento machista da Igreja, dispensei Ione. Não sei hoje se foi o melhor. Ione não poderia receber o presbiterato? Sem dúvida", diz no livro.

Dom Clemente conta que recebeu, de seus pares na Igreja, várias sugestões para não publicar o livro e não expor suas opiniões, mas diz que caso optasse por desfrutar a velhice apenas com "honra e consideração" estaria traindo sua vocação. "Estaria sendo covarde", diz no livro.

Para ele, os temas causam incômodo entre os bispos porque receiam enfrentar as tensões. E diz que outros integrantes do clero, mesmo sendo a favor destas idéias, se calam porque não sabem se são maioria para aprovar as mudanças.

Fonte: O Globo Online