quarta-feira, 9 de julho de 2008

Crise pode deixar 100 mi na miséria, alertam ONU e Bird

Preços altos ameaçam ganhos com redução da pobreza, dizem Ban Ki-Moon e Zoellick.

A alta dos preços dos alimentos ameaça reverter todos os avanços globais com desenvolvimento e levar 100 milhões de pessoas em todo o mundo para baixo da linha de pobreza, advertiram nesta segunda-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

A declaração de ambos foi feita na ilha de Hokkaido, no Japão, onde acontece a reunião de cúpula anual do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia.

Ambos haviam participado de uma reunião pela tarde com os líderes do G8 e oito chefes de Estado ou governo africanos.

Ban e Zoellick cobraram dos países do G8 uma ação urgente para combater a atual crise e para prevenir futuras altas nos preços dos alimentos.

Segundo o secretário-geral da ONU, o mundo enfrenta três crises simultâneas e interligadas - dos alimentos, do clima e de desenvolvimento - para as quais são necessárias soluções integradas.

"Nossos esforços até agora têm sido muito divididos e esporádicos. Agora é a hora de termos um enfoque diferente", afirmou Ban.

"A ONU está pronta para ajudar com todos esses desafios globais", disse.

Segundo ele, "todo dólar investido hoje equivale a dez amanhã ou cem no dia seguinte".

Oportunidade

O presidente do Banco Mundial afirmou que a atual crise é uma oportunidade para que o mundo consiga alcançar um caminho de desenvolvimento no longo prazo, mas que para isso é necessário um comprometimento dos países ricos por mais investimentos.

Segundo ele, investimentos em projetos como irrigação podem ajudar a expandir as colheitas, principalmente na África, e ajudar a combater a escassez global de alimentos.

"Só 4,9% das terras aráveis da África são irrigadas, contra 40% no Sudeste Asiático", observou.

Segundo ele, os caminhos para possíveis soluções para os problemas atuais já são conhecidos, mas o que falta são mais recursos.

Impacto dos biocombustíveis

Questionados durante a conferência sobre o impacto que os biocombustíveis teriam sobre a alta global dos alimentos, Ban e Zoellick afirmaram que a produção certamente afeta a atual crise, mas argumentaram que são necessários mais estudos para avaliar a exata dimensão desse impacto.

Na semana passada, um documento do Banco Mundial vazado para o jornal britânico The Guardian estimava em 75% a parcela de culpa dos biocombustíveis na alta dos alimentos, principalmente pelo desvio de cultivos como o milho ou a soja para a sua produção.

"É verdade que os biocombustíveis contribuem para o aumento no preço dos alimentos, mas não está claro quanto", afirmou Ban. "Acredito que precisa haver mais pesquisas para quantificar isso."


(Fonte: G1)

A Bíblia continua revolucionando em pleno século 21

Guerrilheiros e governantes de países comunistas encaram a Bíblia como um livro muito perigoso, subversivo. Por isso ela ainda é proibida na Coréia do Norte, Arábia Saudita e no Irã, entre outras nações. Em países livres como a Alemanha, berço da reforma protestante, ela vem sendo "adaptada". No Brasil, ela corre o risco de ter trechos censurados pelo movimento homossexual.

Mas por que será que a Bíblia incomoda tanto em pleno século 21? Em rápida entrevista, o Irmão André, fundador da Portas Abertas, nos dá a reposta:

Por que em pleno século 21 alguns países ainda tentam claramente proibir, restringir ou censurar a Bíblia?

Irmão André: A Bíblia nos faz novas pessoas e todo sistema religioso ou político no poder teme o momento em que Deus entra na vida de alguém. Porque a partir daí essa pessoa passa a servir a Deus e não mais aos homens.

Em Atos, o apóstolo Pedro disse que devemos obedecer a Deus e não aos homens. De repente as pessoas que estão no poder perdem o controle sobre quem lê a Bíblia.

Apenas por meio desse perigoso livro nos transformamos em pessoas com opinião própria e com convicções inabaláveis, mas estamos sempre fundamentados no amor, na compaixão e sob o comando direto de Deus.

E os cristãos que não vivem em sistemas totalitários? Há alguma forma da Bíblia ser perigosa mesmo quando vivemos em sociedades livres?

Irmão André: Sim. Há ataques contra nós, os cristãos, em relação à leitura da Bíblia. O método é distinto, mas o efeito é o mesmo. Estamos muito ocupados para ler a Bíblia toda.

Vivemos de acordo com algumas passagens ou versículos enquanto devemos nos tornar pessoas que vivem segundo o livro. Devemos ler o livro todo, pelo menos uma vez por ano. Se você achar isso demais, é muito preguiçoso.

Como você pode esperar que Deus o abençoe, o use, o proteja, se é preguiçoso demais para ler o livro dele pelo qual milhares de pessoas perderam a vida?

Os profetas foram mortos por causa dele. Os apóstolos foram mortos por causa dele. Ao longo da história da Igreja, mártires foram mortos por causa da Bíblia. Hoje, pessoas são mortas por causa dela. E nós a guardarmos apenas no armário ou na cômoda da sala aberta no Salmo 23?

“(A Bíblia) é inspirada por Deus e útil ao ensino para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”
2 Timóteo 3.16

Fonte: Missão Portas Abertas
www.portasabertas.org.br

China faz tudo para evitar que visitantes entrem com Bíblias no país

CHINA  - A China resolveu adotar uma estratégia simpática aos olhos do mundo, que na prática esconde a sua política de impedir que os seus cidadãos tenham livre acesso às Escrituras: vai disponibilizar cópias gratuitas da Bíblia aos atletas, espectadores, turistas e aos estrangeiros que pedirem o livro sagrado, durante o período dos Jogos Olímpicos.

Segundo informações divulgadas ontem pela imprensa estatal chinesa, cerca de 10 mil cópias em duas línguas vão ser distribuídas na Aldeia Olímpica, casa de atletas e jornalistas entre 8 e 24 de agosto.

Li Chunnong, diretor geral da Amity Printing Co., a maior editora de livros cristãos do país, disse ao jornal “China Daily”, que mais 30 mil cópias do Novo Testamento também vão estar disponíveis.

No entanto, os exemplares só estarão disponíveis nas igrejas e na Aldeia Olímpica, não em hotéis.

A Aldeia Olímpica também vai ter um centro religioso para prestar serviços de culto a seguidores de outras religiões, afirmou Chen Guangyan, presidente da Associação Islâmica na China.

O reverendo Xu Xiaohong, do Conselho Cristão Chinês, baseado em Xangai e responsável pela publicação dos livros, adiantou que 50 mil cópias dos quatro evangelhos, em dois idiomas, serão enviadas para as seis cidades onde vão decorrer eventos olímpicos.

A capa dos livros dessa edição vai incluir um logotipo olímpico, acrescentou Xu. "Isto é particularmente significativo porque tanto quanto sei, é a primeira vez que um logotipo olímpico vai ser incluído num livro religioso", observou Xu, citado pelo “China Daily”.

A estratégia é muito bem fundamentada. Com a distribuição gratuita, o país evita que os turistas entrem no país com novos exemplares, e acaba por estimulá-los a pedir um exemplar na Vila Olímpica e a levar para casa como uma espécie de souvenir, de modo a maquiar a ausência de liberdade religiosa no país.

Em "nome" do espírito olímpico

Segundo o reverendo, o logotipo inscrito na Bíblia representa a combinação entre "o espírito olímpico e o espírito de levar uma vida orientada para um objetivo, que é algo em que os cristãos acreditam".

Em novembro do ano passado, notícias deram conta de que as Bíblias seriam proibidas durante os Jogos Olímpicos.

A organização dos Jogos desmentiu terminantemente as informações, apesar de constarem na primeira versão do manual do Comitê Olímpico.

O Ministério para assuntos Estrangeiros chinês afirmou que " falsos relatos de uma agência de notícias religiosa e de um meio de comunicação europeu foram divulgadas por pessoas que pretendiam sabotar os jogos".

Uma Bíblia por pessoa

Os atletas e os visitantes podem trazer textos e objetos religiosos para uso pessoal quando estiverem em Pequim durante a Olimpíada, afirmou a organização, recomendando, entretanto, num comunicado publicado na sua página da internet, que "cada viajante não traga mais que uma Bíblia para a China".

Mas esta permissão não se estende ao movimento espiritual Falun Gong, proibido pelo governo comunista chinês por ser um "culto maligno".

A China é alvo de críticas freqüentes no que se refere à violação dos direitos humanos e à repressão da liberdade religiosa.

Liberdade religiosa em xeque

As autoridades chinesas só permitem manifestações cristãs no âmbito das igrejas aprovadas e controladas pelo Estado, mas milhões de fiéis são membros na clandestinidade, celebram reuniões em casas particulares e se recusam a aceitar a liderança religiosa do Estado.

A Constituição chinesa permite a existência de cinco igrejas oficiais cujos líderes são escolhidos e precisam ser membros do partido Comunista: budista, taoísta, muçulmana, católica e protestante.

Estima-se que a comunidade protestante na clandestinidade seja formada por cerca de 30 milhões de pessoas, e, segundo fontes do Vaticano, a igreja católica clandestina tem mais de oito milhões de fiéis.

Muitos dos líderes destas igrejas são regularmente presos, enquanto as autoridades fecham periodicamente as igrejas e locais de culto clandestinos, prendendo religiosos e fiéis.

Fonte: Missão Portas Abertas
www.portasabertas.org.br