segunda-feira, 28 de julho de 2008

Projeto de rua gay cria polêmica em São Paulo

Por essa polêmica frei Caneca, o religioso pernambucano morto depois da Confederação do Equador e que deu nome à rua da região central de São Paulo, não esperava.

"Será que ele era gay?", pergunta o empresário Douglas Drumond, militante do movimento GLS. Mas a discussão que tem provocado discórdia não ronda a sexualidade do herói revolucionário do século 19, mas da própria rua que, dois séculos depois, leva o nome dele, longe daquele Pernambuco conhecido como Leão do Norte.

Bastou Drumond, presidente da associação GLS Casarão Brasil, levar um projeto à Câmara Municipal para tornar a rua a primeira oficialmente gay da cidade, para que moradores descontentes com idéia se mobilizassem para barrar o andamento da proposta.

Na última quinta, a Samorcc (Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César) enviou uma convocatória aos prédios da rua para que os condôminos compareçam a uma assembléia programada para depois de amanhã na casa paroquial da igreja local para discutir e votar o assunto.

Presidente afastada e advogada do grupo, Célia Marcondes Smith, que já fez campanha contra as boates gays Ultralounge e SoGo nos Jardins, diz ser contra a transformação da rua em reduto gay.

"Por que na Frei Caneca, gente? Tem um padre ali, tem uma igreja. Vai passear em qualquer canto do bairro", diz.

Sobre a posição contrária ao projeto, Smith explica: "Acho complicado e bastante corajoso até. A rua Frei Caneca é residencial e tem uma igreja tradicional, que está fazendo cem anos. Espero que a Frei Caneca seja uma rua para todos. As ruas são públicas, são para todos. Não podem ser um gueto."

"Esse movimento que eles estão iniciando já era esperado. Iniciamos uma pesquisa e um abaixo-assinado das pessoas que são favoráveis a que rua se torne gay", afirma Drumond.

"Muita gente ali é gay e tem muitos comerciantes que não são gays mas são favoráveis porque os clientes são gays", completa o militante, que cita o apoio do açougue que fica na esquina da Frei Caneca com a Peixoto Gomide.

O projeto que pretende implantar na rua prevê o alargamento das calçadas, a instalação de equipamentos urbanos e a mudança na iluminação, com alusão à bandeira do arco-íris.

"Aqui é a única rua onde posso andar de mãos dadas com meu namorado e ninguém me xingar", diz a travesti Andréia.

"Moro na rua há 40 anos e nunca teve essa história de gay. Isso é invenção recente", afirma a aposentada Maria Zélia.

Boa parte das grandes cidades do mundo já tem ruas ou bairro gays, como o Chelsea, em Nova York, a Old Compton Street, em Londres, ou Chueca e a Calle Hortaleza, em Madri.

"São Paulo já tem 59 ruas temáticas. Essa seria apenas mais uma", justifica Drumond.

Shopping

"Gay Caneca". "Frei Boneca". "Frei Traveca". São com essas variações que os freqüentadores da Frei Caneca chamam a rua e o shopping ali construído.

A administração do centro comercial, que segundo os próprios gays impulsionou a freqüência GLS na região, disse em nota ser contrário à oficialização da rua temática.

"O shopping Frei Caneca, desde o início de sua operação, se posiciona como um empreendimento voltado à comunidade em geral, sem qualquer tipo de discriminação social, racial, religiosa, política ou de orientação sexual. A administração é totalmente contrária a qualquer forma de rotulação, discriminação, segregação ou criação de guetos", diz a nota.

(Fonte: Folha Online)

Ore pelo caso das meninas Saba e Aneela Masih

PAQUISTÃO - Está marcada para amanhã, 29 de julho, uma audiência para o caso das meninas Saba Masih, 13 anos, e Aneela Masih, 10 anos, que estão em poder de muçulmanos no Paquistão. Elas declararam em uma audiência no tribunal que se converteram ao islamismo. Os pais delas, cristãos, dizem que elas estão sendo ameaçadas de morte e foram seqüestradas.

O juiz local entregou a guarda legal delas a um muçulmano. Os pais nem puderam conversar com as filhas na última audiência.

Os pais de Saba e Aneela pedem orações para que a Justiça seja feita nesse caso. Eles lembram que no dia 26 de junho as duas foram visitar um tio e nunca mais voltaram. Eles suspeitam que elas tenham sofrido abusos sexuais e que tenham confessado ao tribunal que se converteram ao islamismo por medo de represálias.

Questão de idade

No pouco tempo que estiveram longe de casa, desde 26 de junho, muita coisa aconteceu. Saba Masih foi casada com o muçulmano Amjad Ali. Mas pela lei paquistanesa uma mulher só pode se casar sem a aprovação dos guardiães legais aos 16 anos.

O que estará em questão agora é a idade real delas, o que pode modificar completamente o caso. Na última audiência, os pais das meninas levaram documentos de escola e certidões para atestar a idade delas, mas o juiz nem quis recebê-los.

Saba tem 13 anos, segundo os pais, mas Muhammad Arif Bajwa, o suposto seqüestrador que pediu e ganhou a guardas das meninas alegando que elas agora são muçulmanas, sustenta que Saba tem 17 anos e já é uma mulher casada com um muçulmano.

Se o Tribunal de Lahore decidir que Saba tem 13 anos, o casamento dela com o muçulmano poderá ser cancelado e ela poderá voltar para casa.

Pedido de oração: Ore para que o caso delas ganhe repercussão internacional e para que o juiz seja pressionado a agir de forma justa. Casos como esse têm aumentado no Paquistão porque a comunidade cristã é freqüentemente discriminada pelas autoridades e ficam sem ter a quem recorrer. Mas nós temos um Deus que pode mudar todas as coisas. Se você crê nisso, faça parte desse mover de oração!


(Fonte: Portas Abertas)

CHINA: Líder cristão é acusado de "destruir a harmonia dos jogos"

Um líder de uma igreja doméstica não-registrada na China foi retirado à força de casa, com sua esposa. De acordo com a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês), o casal tem sido perseguido pelas autoridades chinesas desde o dia 6 de julho. A única explicação das autoridades a respeito do caso é a de que “ao se encontrar com americanos, o pastor destruiu a harmonia dos Jogos Olímpicos de Pequim”.

Conforme informou a CAA no dia 18 de julho, Bike Zhang, presidente da Federação de Igrejas Domésticas, e sua esposa, Xie Fenglan, foram forçados, pelos oficiais da Agência de Segurança Pública, a deixarem sua casa no distrito de Chaoyang, em Pequim. Ao descobrir que o casal havia encontrado abrigo na casa de um amigo, as autoridades os forçaram a deixar o lugar.

O dono de um hotel em outro distrito no qual o casal conseguiu se abrigar foi forçado a despejar o pastor e a esposa no dia 14 de julho. Os oficiais da Agência de Segurança da cidade ameaçaram prender o dono do hotel caso ele não despejasse o casal.

Quando tentavam ir para outra cidade procurar um lugar para ficar, o pastor Zhang e sua esposa foram parados por policiais. A CAA informou que eles foram levados para interrogatório no Ministério do Governo da cidade.

O casal foi interrogado durante toda noite pelos policiais, sem comer, beber ou descansar. Às 6:00 horas, Xie Fenglan teve um colapso, porém só foi levada ao hospital depois das 11:00 da manhã. Após ela se restabelecer o suficiente para poder viajar, o casal foi liberado e seguiu para um hotel, onde novamente foram intimados e forçados a deixar a cidade.

O pastor Zhang conseguiu alojar-se num hotel após levar sua esposa até a casa da irmã, em outra província, depois que a polícia impediu várias tentativas do casal na busca de um abrigo.

No dia 16 de julho, enquanto saiu para comprar remédios para sua esposa, Zhang foi seguido por policiais e Xia foi forçada a deixar a casa de sua irmã.

A última notícia recebida sobre o paradeiro do casal foi a de que Zhang e sua esposa estavam vivendo nas ruas, impossibilitados de encontrar abrigo. Quando perguntaram por que o casal estava sendo tratado dessa maneira, a CAA obteve como resposta que “Bike Zhang se encontrou com americanos e destruiu a harmonia dos Jogos Olímpicos de Pequim”.

“O tratamento rude dado a um líder tão respeitado e amado da igreja doméstica da China, é chocante e também uma clara violação dos direitos humanos básicos e dos domínios da lei”, disse o presidente da CAA, Bob Fu, em uma declaração. “O governo chinês não tem mostrado remorso ou discrição ao transgredir as Nações Unidas e os tratados internacionais que garantem aos cidadãos liberdades humanas básicas, assim como abrigo e proteção”, disse ele.

“As ações contra o pastor Bike Zhang e sua esposa são injustas e ilegais”, continua a declaração. “Esse tipo de comportamento... é reflexo de uma ditadura sem nenhuma consideração ao bem-estar dos cidadãos e não de um líder mundial merecedor da honra de ser o país sede dos Jogos Olímpicos”.

Mais um caso: Shi Weihan

Shi Weihan, outro chinês protestante, foi mantido sob custódia pela Agência Municipal de Segurança Pública de Pequim. A alegação é a de que ele é um “perigoso elemento religioso”. Shi Weihan é casado e tem duas filhas pequenas, sendo uma delas cidadã americana.

Ele, um editor cristão, foi preso pela primeira vez em novembro de 2007 por “prática de negócios ilegais”, mas foi libertado em janeiro de 2008 depois de as autoridades determinarem que não havia provas suficientes para sustentar a acusação.

No dia 19 de março, ele foi preso novamente, dessa vez por supostamente ter imprimido Bíblias e literatura cristã não autorizada.

“Apesar de ter prendido o Sr. Shi por um tempo maior do que o legalmente permitido, não ter apresentado acusações formais ou uma declaração judicial, a Agência de Segurança Pública ainda se recusa a autorizar a visita da família ou de advogados”, disse o porta-voz da CAA.

“Exigindo uma investigação avançada naquilo que eles chamam de “caso complexo”, o governo obteve sucesso em aprisionar o dono de uma livraria cristã, registrada legalmente, em uma localização não divulgada, e sem dar qualquer garantia de que ele está recebendo seu remédio de diabetes.”

A CAA “encoraja a comunidade internacional e todos aqueles que estejam preocupados a divulgar sua objeção a esses atos ao governo chinês”, disse Bob Fu.

Fonte: Agência SOMA

Nota: Esta é a China das Olimpíadas, que quer celebrar a união dos povos.