quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Funai tenta impedir veiculação de filme Hakani

O filme integra campanha de combate à prática de infanticídio entre tribos da Amazônia. Para a entidade, produção generaliza tradições de forma inadequada

A Fundação Nacional do Índio (Funai) estuda qual instrumento jurídico vai utilizar para impedir, na Justiça, a divulgação do filme Hakani pela internet e emissoras de televisão brasileiras. Com 36 minutos de duração, o misto de documentário e drama conta a história de duas crianças indígenas enterradas vivas por terem nascido com deficiências físicas e faz parte da campanha contra o infanticídio nas tribos da Amazônia. O ritual ainda é praticado por várias tribos, inclusive os Suruwaha, etnia que vive às margens do Rio Purus, no Amazonas, onde a história do filme se passa. Era nessa aldeia que vivia a menina Hakani. “A Funai está tomando providências para que o vídeo seja retirado do site YouTube, pois entende que o conteúdo denigre a imagem das mais de 220 etnias que vivem no Brasil”, diz a nota da instituição.

Hakani é o nome da menina que nasceu com hipertiroidismo e, por não ter o desenvolvimento físico esperado pela tribo, foi enterrada viva, mas salva pelo irmão mais velho. Depois de abandonada pela família, a criança foi adotada pelo casal de lingüistas Marcia e Edison Suzuki. A menina, que completa 13 anos na próxima segunda-feira, vive e estuda em Brasília. Com versões em português e em inglês, o filme relata, com pequenas adaptações, a história de Hakani e pode ser assistido no site www.hakani.org, criado para ser a principal peça da campanha contra o infanticídio entre indígenas. A história da pequena índia foi revelada pelo Correio no ano passado.

A Funai considerou “escusa” a origem do filme e teme a generalização inadequada de uma tradição indígena. A fundação admite acionar a Polícia Federal para investigar a legalidade da realização do trabalho. Encarregada pela tutela dos indígenas brasileiros, a direção da entidade entende que a questão abordada pelo vídeo precisa ser tratada em uma ampla discussão sobre os direitos humanos universais e a relatividade cultural deles, envolvendo governo, organizações indígenas e a sociedade em geral. A Funai conhece a pratica, mas garante que não é comum a todas as etinias e, mesmo entre as que ainda a adotam, já há alternativas de adoção das crianças doentes por outras famílias para evitar as mortes.

Interferência
Com cenas consideradas exageradamente fortes e até criminosas por antropólogos, o filme foi produzido pela organização não-governamental (ONG) Atini — palavra que significa voz pela vida — e financiado pela instituição evangélica Jovens com um ideal (Jocum), que tem sede nos Estados Unidos e vários escritórios no Brasil. A instituição se especializou na evangelização dos índios e no resgate de crianças marcadas para morrer nas tribos por serem portadoras de necessidades especiais.

O ex-presidente da Funai Mercio Pereira Gomes pediu a interferência da PF, do Ministério da Justiça e até do Supremo Tribunal Federal para impedir a divulgação do filme. “A encenação é criminosa. Os autores têm que ser processados e os demais responsáveis punidos rigorosamente”, protestou Mercio.

Além das cenas na suposta aldeia Suruwaha, o documentário mostra depoimentos do juiz Renato Mimessi, de Rondônia, defendendo a campanha. Também aparece nas cenas o deputado Francisco Praciano (PT-AM), declarando, durante sessão da Comissão de Direitos Humanos, que a Constituição brasileira não foi feita para índios. O congressista reclamou. Segundo ele, a campanha agride a cultura indígena. “A prática indígena assusta o homem das cidades. Mas também assusta a interferência de entidades religiosas que querem alterar a cultura dos povos indígenas, criminalizando uma prática que ainda não sabemos entender”, protestou.

Megaprodução
Com produção digna dos grandes filmes de ficção e dirigido pelo cineasta americano David Cunningham (A última das guerras), o documentário informa que se trata de “uma história verídica”. Foi rodado em janeiro em uma fazenda da Jocum, nos arredores de Porto Velho (RO), com a participação de índios de várias etnias que vivem fora das aldeias e trabalharam como atores. Em algumas tomadas, foi utilizado até um helicóptero para simular uma ventania. Para filmar o enterro das crianças ainda vivas, a produção utilizou um imenso bolo de chocolate para simular a cova. Com roteiro de Kevin Miller, e narração em português da atriz Irene Ravache, o trabalho teve co-produção do brasileiro Enock Freitas e os cineastas aceitaram trabalhar no filme como voluntários, segundo a Jocum.
Os índios que atuaram no filme receberam cachês, mesmo sendo amadores. “O direito à vida é mais importante que o direito de preservar as tradições. Todas as culturas evoluem e precisamos superar essa prática terrível”, comentou o índio Eli Ticuna. Ele, junto com a mulher e os filhos, atua nas filmagens. No fim do filme, a menina aparece contando como está a vida dela hoje, já tratada da doença.

"A encenação é criminosa. Os autores têm que ser processados"
           Mercio Pereira Gomes, antropólogo

"O direito à vida é mais importante que o direito de preservar as tradições"
              Eli Ticuna, índio que atua no filme Hakani

 

VAMOS ORAR POR ESSE HOMENS E MULHERES DA ATINI QUE ESTÃO COMPROMISSADOS COM DEUS E COM VIDAS!

Homens são presos por « promover o cristianismo »

IÊMEN - Autoridades iemenitas prenderam sete cristãos, incluindo um número desconhecido de cidadãos americanos, na província de Hodiada. De acordo com o site “Sahwa Net”, os cristãos foram acusados de "promover o cristianismo ao distribuírem a Bíblia". O relato não deixou claro se os cristãos serão formalmente levados a um Tribunal com base nessas alegações.

Os cristãos foram presos no último dia 18 de junho e transferidos para a cidade de Sana"a enquanto as autoridades iemenitas os investigam. Segundo fontes da International Christian Concern (ICC), os cristãos correm o risco de serem torturados por forças de segurança iemenitas.

Um dos presos é Hadni Dohni, um ex-muçulmano que converteu ao cristianismo. Os demais seis eram estrangeiros, além dos americanos.

Em um comunicado distribuído à imprensa, a ICC explica que os cristãos que moram em países muçulmanos estão enfrentando uma perseguição crescente.

Perseguição crescente

O grupo diz: "Cristãos no Irã, no Egito e na Argélia estão assistindo ao crescimento das atividades anticristãs. Esta recente prisão de cristãos no Iêmen faz parte do aumento da perseguição aos cristãos nos países islâmicos."

Por favor, ore pela segurança destes sete cristãos, e para que Deus os proteja da tortura e de outros tipos de maus tratos a ponto de não comprometer seus corpos e seus ministérios.

Peça por força e coragem a eles durante esta situação difícil a fim de que eles também sejam usados na prisão pelo Senhor para levar as boas novas aos demais prisioneiros.

(Fonte: Portas Abertas)

Mórmons e gays em pé de guerra nos EUA

Militantes homossexuais denunciam que Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias discrimina gays; grupo se defende com base na leitura da Bíblia.

As críticas de grupos religiosos à homossexualidade não estão provocando polêmica apenas no Brasil – onde o Projeto de Lei 122/2006, que penaliza a chamada homofobia, preocupa os grupos cristãos, para quem a Bíblia condena o comportamento gay. Nos Estados Unidos, uma discussão envolvendo a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida como Igreja Mórmon, está ganhando corpo. O Affirmation, grupo de apoio a mórmons gays dos Estados Unidos, está pedindo que a denominação se retrate da recente declaração de que homossexualismo é pecado e precisa ser evitada. O grupo pede ainda que a igreja ensine as famílias a amar e respeitar seus filhos e filhas homossexuais.

Os líderes do Affirmation chegaram a pedir uma reunião com as lideranças da organização religiosa, cuja sede fica em Salt Lake City. O Affirmation também não se conforma com o fato de os mórmons estariam ensinando que a homossexualidade seria uma doença. Embora seja classificada como seita pela maioria das denominações evangélicas, para quem os ensinos mórmons se chocam com o Evangelho de Jesus Cristo, a Igreja Mórmon toma ao pé da letra as passagens bíblicas que tratam do assunto, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. No entanto, muitos militantes gays denunciam a intolerância de pastores e seguidores da igreja – e, em contrapartida, os mórmons dizem que o Affirmation não pode representar mórmons gays, simplesmente porque a prática homossexual é totalmente contrária à fé dos que professam o mormonismo.


(Fonte: Cristianismo Hoje)