quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Só hospital universitário está equipado para mudança de sexo, diz médico

Complexidade da cirurgia exige equipe multidisciplinar e acompanhamento psiquiátrico. Pacientes operados têm de ser seguidos durante toda a vida, segundo especialista.

A incorporação da cirurgia de mudança de sexo aos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não deve mudar significativamente a oferta da operação nos hospitais do Brasil, principalmente por causa de seu alto grau de complexidade. É o que declarou ao G1 o médico Luiz Gonzaga de Freitas Filho, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e chefe do serviço de urologia do Hospital Infantil Darcy Vargas.

"Provavelmente só os hospitais universitários, ao menos em São Paulo, poderão fazer a cirurgia, principalmente porque você precisa de uma equipe multidisciplinar trabalhando em conjunto. Além do cirurgião, também há necessidade de endocrinologistas, psiquiatras e psicólogos, por exemplo", afirma Freitas, que trabalha com crianças que passam por procedimentos parecidos por causa de ambigüidade genital congênita (malformações em que os órgãos sexuais não apresentam características plenas de nenhum dos dois sexos).

"Por isso, a portaria não deve mudar absolutamente nada", diz o especialista. O processo que leva à cirurgia é longo e envolve anos de acompanhamento psicológico. O pós-operatório, na verdade, pode durar a vida toda. "O uso de hormônios e as cicatrizes da cirurgia exigem esse tipo de seguimento", explica Freitas.

No caso de transexuais masculinos que são operados para assumir características do sexo feminino, as técnicas atuais permitem a criação de uma vagina cujo funcionamento como órgão sexual é relativamente bom. O inverso, porém, ainda não é verdadeiro. "Você ainda não consegue criar um pênis com função adequada; só é possível colocar uma prótese. Isso seria o próximo passo das técnicas atuais, envolvendo coisas como cultura de células", diz Freitas.

Fonte: G1

Padre brasileiro é acusado de assediar jovem nos EUA

Homem voltou ao Brasil após receber um aviso da denúncia.

Um sacerdote brasileiro voltou ao país após ser acusado de assédio sexual de um jovem menor de idade cuja idade não foi revelada, segundo fontes da Igreja.

Um porta-voz da diócese católica da cidade de Fall River, no Estado de Massachusetts, disse que o sacerdote José Alfonso Lima partiu para o Brasil após receber um aviso do Departamento do Menor e da Família de Connecticut de que foi apresentada uma denúncia fundamentada contra ele, informou o jornal The Cape Cod Times.

O porta-voz John Kearns disse que Lima foi suspenso provisoriamente na última quarta, quando se soube da denúncia, e que o brasileiro rechaça a acusação.

Lima, cidadçao americano, atendia há dez anos a comunidade brasileira nas igrejas de São Franciso Javier em Hyannis e São Pio X em Yarmouth.



(Fonte: Zero Hora)