segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Kassab recebe Jesus em igreja evangélica

Prefeito reeleito diz "sim" a convite de pastor, faz confissão pública e promete culto de ação de graças. Mas assessores dizem que ele ainda é católico.

Na guerra eleitoral, as estratégias para captação de votos dos candidatos não encontram barreiras. Nem religião vira tabu quando o assunto é cooptar mais eleitores.

O prefeito de São Paulo reeleito neste domingo, Gilberto Kassab (DEM), participou de culto na Igreja Evangélica da Comunhão Plena, no dia 20 de setembro passado. Mas seus assessores garantiram hoje (24) ao Congresso em Foco que ele ainda é católico e que o gesto – típica confissão de fé para os protestantes – não significou uma conversão.

Na ocasião, Kassab aceitou Jesus como seu senhor e salvador e decidiu entregar sua vida a Deus. Recebeu as bênçãos do apóstolo Sérgio Lopes e de mais de 5 mil mulheres fiéis presentes ao evento na Barra Funda, distrito da região oeste de São Paulo. A “conversão” foi gravada em vídeo.

Kassab atendeu ao pedido do pastor e o acompanhou em uma oração: “A partir de hoje, diante do teu altar, eu o consagro minha vida, meus sonhos, minha carreira política e a minha reeleição para prefeito e, em nome de Jesus, se o senhor me conceder essa oportunidade de voltar a ser o prefeito de São Paulo, quero fazer um voto contigo hoje. Vou fazer um culto de ação de graças para louvor e honra a partir de agora para meu senhor e salvador Jesus Cristo, amém”, orou o prefeito, diante do rebanho.

A assessoria de Kassab na prefeitura afirma que ele não se converteu à nova religião e que mantém sua fé católica. Já segundo os assessores da campanha à reeleição, é natural que o candidato participe de cultos de credos diversos durante o período eleitoral, e que o prefeito apenas atendeu a um convite da Igreja ao comparecer ao evento.

Os auxiliares dizem que, apesar de Kassab ter afirmado que aceitou Jesus durante o culto, isso não altera sua fé na Igreja Católica. “Claro que ele aceita Jesus, mas ele não mudou de religião”, afirmou um dos assessores do prefeito.

Dever do povo de Deus

A pastora Viviane Nascimento, do setor de comunicação da Igreja Comunhão Plena, conta que foi a assessoria de Kassab que procurou a Igreja a fim de promover o encontro do prefeito com os fiéis. Ela defende que é um dever do “povo de Deus” receber e abençoar as autoridades.

Mas Viviane relativiza a conversão do candidato. Ela alega que aceitar Jesus publicamente não configura necessariamente que o prefeito tenha se convertido. A pastora explica que a conversão é uma mudança interior, e que é preciso acompanhar os passos seguintes à aceitação de Jesus para saber se a pessoa realmente passou a seguir a fé em questão.

“Só o prefeito pode dizer se aceita Jesus em seu coração. É uma pergunta que deve ser feita a ele”, aponta. Viviane não crê que Kassab possa ter usado sua participação entre os mais de 5 mil fiéis com fins políticos. “Não foi campanha política, ele teve a oportunidade de ter a experiência com Deus e declarar isso diante do público”, assegura.

O momento exato da conversão nas igrejas neo-pentecostais varia conforme orientações próprias a cada igreja. Para o pastor Alexandre Florêncio Junior, um dos secretários da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, dizer que está aceitando Jesus caracteriza, sim, a conversão. Porém, para ele, só Kassab pode responder se verdadeiramente converteu-se.

Numa cena do vídeo, o prefeito responde “sim” à pergunta se ele aceita Jesus em seu coração. Nesse caso, pastor Alexandre é enfático: “Sim, isso faz dele um evangélico”.

Assista o Vídeo:


Fonte: Congresso em Foco

Seita canibal condenada

Integrantes do Movimento do Graal são sentenciados por Tribunal tcheco por submeterem crianças a sevícias e torturas; uma das acusadas é mãe de duas vítimas.

Membros da seita Movimento do Graal, um grupo que se intitula canibal e obrigava crianças a comer a própria carne, foram condenados neste fim de semana na República Tcheca. As penas vão de cinco a dez anos de cadeia.

Uma das condenadas é Klara Mauerova, de 31 anos, mãe de duas crianças seviciadas, que pegou nove anos. Os acusados se recusaram a revelar ao tribunal, em Brno, as razões que os levaram a torturar de forma tão cruel Ondrej, de oito anos, e o irmão Jakub, de dez. Os dois meninos contaram como a mãe e os familiares os queimaram com cigarros, os chicotearam com cintos e os tentaram afogar. Relataram ainda abusos sexuais e a forma sádica como foram forçados a cortar pedaços de carne a si mesmos e a comê-los.

Segundo as investigações, as crianças eram mantidas algemadas em gaiolas e forçadas a permanecer de pé dias seguidos, sobre a própria urina e fezes. A mãe, ao que se sabe, assistia a boa parte das torturas através de um vídeo, sem intervir. Klara admitiu as acusações mas alegou ter sido manipulada pela irmã e por Barbora Skrlova, de 34 anos, condenada a cinco anos de cadeia. Dos outros três sentenciados, Hana Basova, de 28 anos, e Jan Skrla , de 25, foram condenados a sete anos, e Jan Turek a cinco.


Klara Mauerova: condenada a nove anos de cadeia

Fonte: Cristianismo Hoje