quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cristão é assassinado por pedir tradução

SOMÁLIA - Extremistas islâmicos mataram com arma de fogo um ex-muçulmano no dia 14 de setembro de 2008, em Afgoye, uma cidade a mais ou menos 30 quilômetros de Mogadíscio, capital da Somália. Ele se chamava Ahmadey Osman Nur, e tinha 22 anos de idade

No dia 14 de setembro, Ahmadey foi convidado para uma cerimônia de casamento no seu bairro. A cerimônia foi celebrada em árabe, idioma que nenhum dos convidados compreendia, exceto o xeique que conduzia o evento.

No final da cerimônia, Ahmadey pediu ao xeique que resumisse a mensagem na língua somali, a língua materna de todas as pessoas que estavam no casamento. Praticamente todos os convidados concordaram com o pedido de Ahmadey, mas o xeique, militante do grupo militante AL-Shabab, ofendeu-se e pediu a um de seus guarda-costas para “silenciar o apóstata”.

Como Ahmadey havia se convertido ao cristianismo, o xeique o considerou um apóstata. Os muçulmanos consideram o árabe uma linguagem “sagrada”, o idioma que, conforme acreditam, será falada no céu.

Alguns dos amigos de Ahmadey disseram-lhe para sair logo dali, pois temiam pela sua vida. Entretanto, o segurança guarda-costas matou Ahmadey com tiros de revólver enquanto ele saía do local.

De acordo com o noivo muçulmano, que convidou Ahmadey para o casamento, ele será lembrando por sua compaixão pelos idosos do bairro em que vivia.

O pastor de Ahmadey disse que o mártir também será lembrado como o primeiro cristão somali no distrito de Agfoye a memorizar o livro inteiro de Atos dos Apóstolos, o livro que ele amava mais do que qualquer outro.

Recentemente, extremistas intensificaram seus ataques contra os cristãos da Somália. Nos últimos 9 meses, 6 cristãos, incluindo Ahmadey, foram martirizados por conta da sua fé cristã.

Interceda pelos cristãos da Somália, que enfrentam esse período difícil.

Fonte: Portas Abertas

A Malásia contra o lesbianismo

Autoridades religiosas islâmicas querem combater homossexualidade feminina, que cresce no país. Ela seria transformada em crime pela lei civil, a exemplo do que acontece com o relacionamento amoroso entre homens.

A homossexualidade feminina está crescendo na Malásia, nação de maioria muçulmana do Sudeste Asiático. O fato preocupa as autoridades religiosas, que se vêem sem condições de combater esse tipo de comportamento na esfera civil. A homossexualidade masculina é considerada crime pelas leis malaias, por ser considerado procedimento contrário à natureza – mas, segundo os advogados do país, a o lesbianismo é tecnicamente permitido, já que não existe nada na lei que trate sobre a relação amorosa entre mulheres.

Agora, o presidente do Conselho Nacional, Abdul Shukor Husin, anunciou que o país vai combater a homossexualidade feminina. Ele disse que muitas mulheres passaram a adotar a forma de se vestir dos homens, além de agir como homens. “É inaceitável ver uma mulher que age como homem”, diz Shukor. Segundo ele, o Conselho decidiu que tais atos serão “proibidos e banidos'. O órgão não tem competência para decidir sobre o direito civil, mas sua influência conta muito na Malásia, país com 25 milhões de habitantes, dos quais 60% professam a fé islâmica.

Fonte: Cristianismo Hoje