quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Comparecer a atos religiosos parece proteger a saúde


Pesquisa aponta: religiosos praticantes têm 20% menos chance de morrer. Cientistas não conseguem encontrar explicação para o fato.

Muitas pessoas acreditam que freqüentar cerimônias religiosas pode ser bom para a vida após a morte. Mas pesquisadores descobriram que isso também pode ser bom para o aqui e agora.

Um novo estudo, que acompanhou a saúde de mais de 90 mil mulheres ao longo de mais de sete anos em média, descobriu que os religiosos praticantes tinham 20% menos chances de morrer do que aqueles que não compareciam às cerimônias.

O assunto foi controverso e os autores do estudo, publicado no “Psychology”, se esforçaram para que isso não parecesse uma ligação entre religião e saúde.

“Não quero ir além do que os fatos nos mostraram, quero ser cuidadoso”, disse o autor responsável, Eliezer Schnall, da Universidade Yeshiva.

Qualquer que seja a explicação, os pesquisadores descobriram uma significativa diferença na taxa de mortalidade entre mulheres que relataram comparecer às cerimônias do cristianismo, judaísmo e outras crenças pelo menos uma vez por semana.

Os pesquisadores utilizaram informações da Iniciativa da Saúde Feminina, um estudo de longo-prazo que examinou mulheres de 50 a 79 anos em 40 localidades pelos Estados Unidos.

Os pesquisadores também buscaram saber se a prática religiosa desempenhava um papel na redução de doenças cardíacas. Embora as descobertas não sustentem a idéia, elas efetivamente mostraram uma taxa de mortalidade mais baixa de todas as causas.

O motivo não está claro, embora estudos mais antigos tenham sugerido que pessoas que participam de fortes redes sociais tendem a ser mais saudáveis. Alguns religiosos também apresentam melhores chances de evitar o tabagismo e o consumo de álcool.

Quem usar as descobertas para abrir um caminho até a igreja, templo ou mesquita, devem observar que os pesquisadores não ofereceram a resposta para uma pergunta: qual religião tem os membros mais saudáveis.

Fonte: G1

Dinamite não recrimina culto feito com um pastor no estacionamento do Vasco

Dirigente diz que democracia faz parte da nova cara do Vasco, e que todo jogador tem o direito a ter e poder manifestar sua religião em São Januário


Democracia virou palavra de ordem em São Januário desde a posse do presidente Roberto Dinamite, no início de julho. Após tomar conhecimento de que um pastor evangélico havia realizado um culto no estacionamento da sede cruzmaltina, na última quarta-feira , o dirigente não recriminou a oração e foi além ao comentar a nova posição do Vasco após a saída do ex-mandatário Eurico Miranda.

- As pessoas estão desacostumados com algumas situações em São Januário, como o direito de ir e vir. Todos podem se expressar no clube. Em nenhum momento durante o ano alguém perguntou aos jogadores se eles são católicos ou não. Temos de respeitar a fé de cada um – diz o dirigente.

Dinamite lembrou que dentro do clube existe a igreja Nossa Senhora das Vitórias, pouco freqüentada por jogadores do elenco cruzmaltino. Para ele, a presença de um pastor deve ter sido uma situação organizada pelos jogadores.

- Falar para você ou para o Madson que a crença dele não vale nada não é justo. Cada um tem a sua fé, e democracia é isso aí. Se eles foram ali com o aval do Madson é porque são pessoas da confiança dele. Eles fizeram uma oração entre eles. Já aconteceram coisas muito piores ali e ninguém falou nada.

Fonte: GloboEsporte.com