segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Arqueólogos arriscam a vida para provar os fatos da Bíblia

Arqueólogos cristãos arriscam o próprio pescoço em busca de fragmentos que comprovem a fidedignidade da Bíblia. O professor Rodrigo Silva em um sítio arqueológico: “Corremos riscos, mas vale a pena”

O cinema popularizou a figura de aventureiros que enfrentam todos os perigos para desvendar os enigmas do passado. Quem nunca assistiu, por exemplo, um filme do herói Indiana Jones, vivido pelo ator Harrison Ford, que arrisca o próprio pescoço em expedições pelos quatro cantos da Terra? Mas na vida real, os pesquisadores levam uma vida bem menos glamurosa, palmilhando antigas ruínas e cidades perdidas em busca de vestígios de antigas civilizações. Um trabalho duro, que passa longe dos olhos do grande público – a não ser, claro, no caso de uma descoberta espetacular. Com a arrancada da arqueologia bíblica, cada vez mais estudiosos cristãos têm se dedicado a juntar peças e documentos que comprovam a veracidade das Escrituras Sagradas. Movidos pelo interesse científico e pela paixão religiosa, pesquisadores ligados a universidades confessionais ou mesmo autônomos vasculham sítios arqueológicos, sobretudo na Terra Santa, em busca de provas de que heróis bíblicos como Davi, Sansão ou Gideão tenham existido de fato. E, a exemplo do intrépido Jones, também eles já passaram por maus bocados – com a diferença de que, no seu caso, os riscos foram reais.

O doutor Rodrigo Pereira Silva, especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica, tem mais de dez anos de experiência em escavações ao redor do mundo. Embora não se sinta um herói, ele admite que já correu risco de morte em algumas situações. Uma delas foi em Jerusalém. “Costumava sempre passar num mercado quando voltava do sítio arqueológico de Shaar ha Golan”, lembra. “Certo dia, não me lembro por quê, segui por outro caminho. Não demorou muito e alguns amigos vieram desesperados me contar que um atentado a bomba no mercado tinha feito 50 vítimas, entre mortos e feridos.” Silva, de 38 anos, é professor de Novo Testamento no Centro Universitário Adventista (Unasp) e curador do Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork, instalado naquela instituição, no município paulista de Engenheiro Coelho.

Cada descoberta, claro, tem seu preço. Além de muito trabalho e perseverança, Rodrigo Silva, volta e meia, é envolvido numa situação de perigo. Em 2001, no auge da Intifada, o pesquisador alugou um carro com placa israelense e dirigiu-se a Nazaré, área sob administração palestina. “Errei o caminho e fui atacado com paus e pedras pelos moradores da região, que devem ter pensado que eu era judeu.” No sufoco, fez o que qualquer crente faria – pediu socorro a Deus. “A ajuda veio através de outro motorista, que acenou para que eu o seguisse. Nem sei de onde veio o sujeito, mas ele me indicou o caminho certo e fugi dali”, lembra, divertido. Há dois anos, Silva fazia escavações em Tel Dan, próximo ao Mar Mediterrâneo, quando estourou um conflito entre Israel e Líbano por causa do seqüestro de dois soldados israelenses pelo grupo radical Hizbolla. “Eu só ouvia os caças israelenses passando por cima da minha cabeça e depois o estrondo das explosões dos mísseis.” Por segurança, todos os arqueólogos foram retirados da região. Mesmo assim, Rodrigo Silva não desiste do trabalho: “O que me move é a paixão pela descoberta, pois confio no cuidado e proteção de Deus”, afirma, cheio de fé.

“Vale a pena” – “Temos descoberto tantas evidências que iluminam a parte histórica da Bíblia que isso tem tornado muitos céticos em crentes”, comemora o pesquisador Michelson Borges, citando as palavras do arqueólogo Paulo Bork, um dos mais respeitados arqueólogos bíblicos do Brasil. O estudioso hoje vive nos Estados Unidos, onde dá continuidade aos seus trabalhos. “Ele me dizia que sempre existirão aqueles que não crêem na Bíblia e a criticam. Muitos deles não vão mudar sua forma de pensar, independentemente das evidências arqueológicas”, reconhece. Segundo Borges, Bork escavou, em mais de cinco décadas de carreira, em diversos países, como Egito, Iêmen, Jordânia e Turquia, além, é claro, de Israel. Sob o patrocínio do Museu Arqueológico de Jerusalém, realizou entre 1975 e 1978 um trabalho inédito para traçar e definir a localização dos muros e portões da antiga Cidade Santa.

Outro que conhece bem os perigos do ofício de coletar peças antigas in loco é Jorge Fabbro, coordenador do curso de pós-graduação em arqueologia do Oriente Médio Antigo na Universidade de Santo Amaro (Unisa). Ele estava em Megido – local apontado pelo Apocalipse como cenário da batalha do Armagedon, que deve anteceder ao fim dos tempos – em busca de peças da época da ocupação cananita da região, por volta do século 10 a.C. Encantado com a descoberta de uma escama de bronze que provavelmente pertenceu a um guerreiro do período, nem percebeu os combates entre caças israelenses e bases militares do exército do Líbano. Apesar do risco que correu, Fabbro acha que o trabalho valeu a pena. “Os achados foram abundantes e incluem as bases de imensas colunas e os alicerces de um templo monumental do ano 3100 a.C. e muitos outros itens”, entusiasma-se.

De outra feita, caminhando pelas ruas do bairro árabe da Cidade Antiga de Jerusalém a caminho do Monte do Templo, o arqueólogo inadvertidamente já ia entrando no santuário islâmico pela porta de acesso exclusivo a muçulmanos. Ele passava distraído pelas barracas de mercadores que vendem toda sorte de produtos e quinquilharias quando foi agarrado pelo braço. “Fui puxado com grosseria por um soldado da Autoridade Palestina, muito bravo, e nem tive tempo de explicar o engano”, conta. Fabbro só teve tempo de olhar o fuzil do militar e sair rapidamente dali. “É pena que os tempos mudam mas os conflitos humanos permanecem”, comenta o estudioso.

Fonte: Cristiasnimo Hoje

Vitória para igrejas domésticas na Índia

Quatro meses após o fechamento de várias igrejas domésticas no Estado de Karnataka, o tribunal do Estado deu-lhes permissão para reabrir e realizar seus cultos normalmente.

A decisão foi dada após pastores e cristãos do distrito de Davanagere enviarem uma petição por escrito ao tribunal de Karnataka.

O Conselho Geral dos Cristãos da Índia (CGCI) ofereceu representantes legais e apoio logísticos aos pastores envolvidos no processo.

Nos últimos quatro meses e meio, foram fechadas 12 igrejas em Davanagere.

Após ataques realizados em 17 de agosto de 2008, a administração de distrito emitiu informes buscando por igrejas que funcionassem irregularmente. No início de setembro, várias igrejas já haviam sido lacradas.

O vice-comissário K. Amar Narayan instruiu o Departamento de Polícia a inspecionar igrejas e salas de oração a fim de verificar quantos tinham autorização.

A imprensa indiana observou que os templos de outras religiões não estavam sendo checados.

Líderes cristãos locais dizem que por trás dos fechamentos das igrejas havia extremistas hindutvas influenciando o governo.

Durante 2008, grupos extremistas como o RSS e o Bajrang Dal agrediram cristãos, incendiaram igrejas, fizeram acusações falsas contra pastores e abriram processos contra eles. Como isso, houve poucas reuniões cristãs, pois a Igreja vivia com medo.

O chefe de Justiça do tribunal foi duro com o administrador do distrito, dizendo “Em um país democrático, ninguém tem poder para impedir outra pessoa de cultuar segundo os preceitos da fé que professa. O credo pode ser uma igreja ou qualquer outro centro de culto”.

Hoje, o CGCI alegra-se com os cristãos de Davanagere com a vitória legal. As 12 igrejas que haviam sido fechadas estão abertas, e o governo talvez solicite que as igrejas queimadas sejam indenizadas. Todas as acusações falsas registradas contra pastores foram automaticamente retiradas com o veredicto do tribunal.

Durante a audiência, o promotor público se comprometeu a dar melhor proteção aos cristãos e às minorias no Estado de Karnataka.

Dr. Joseph D’souza, presidente do CGCI, comenta: “Os planos dos grupos extremistas hindus foram frustrados. Eles não sabem que as igrejas, em seus 2 mil anos de existência, se reúnem em casas, células, esconderijos subterrâneos, salões, campos e quaisquer outros lugares onde possam realizar seus cultos”.

Fonte: Portas Abertas e Gospel Mais

Troféu de melhor do mundo de Kaká não estava mais na igreja que desabou. Jogador ficou abalado com tragédia


Quando recebeu a taça da Fifa, no final de 2007, o craque deixou o objeto exposto na Renascer. Mas depois o levou para um cofre.

A Igreja Apostólica Cristã Renascer em Cristo, cujo teto desabou no início da noite de domingo, deixando nove mortos e mais de 90 feridos, é a mesma onde o jogador Kaká, do Milan (ITA), casou-se em 2005 com Caroline Celico. O local também serviu para que o craque, após a conquista do prêmio de melhor do mundo, no fim de 2007, deixasse o seu troféu exposto. A taça, porém, não estava lá no momento do acidente.

Em fevereiro do ano passado, Kaká levou o troféu para a igreja, localizada no bairro do Cambuci, na região central da capital paulista. Devoto, ele queria dividir a sua conquista com os fiéis. Meses depois, no entanto, o objeto foi transferido para um cofre num banco.

Logo que soube da tragédia, da Itália, a primeira coisa que o jogador fez foi telefonar para a família, no Brasil, para saber se algum conhecido estava no local no momento.

Os pais de Kaká, assim como ele, frequentam a Renascer. No último domingo, alguns familiares seus iriam à igreja, mas num culto posterior ao que ocorria no momento do desabamento – perto das 19h.

Mesmo sabendo que nenhum parente seu estava envolvido no acidente, Kaká ficou bastante triste, já que tem muitos amigos naquela igreja. Foi ali que em 2005 ele se casou com Caroline Celico.

Fonte: Globo Esporte

Igreja Renascer publica Comunicado Oficial sobre desabamento

Através do portal iGospel, a Igreja Renascer em Cristo publicou um Comunicado Oficial sobre a tragédia ocorrida no início da noite de domingo (18), quando o teto da sede da Igreja desabou, ferindo dezenas de fiéis e provocando a morte de sete pessoas.


Tragédia: Bombeiros confirmam sete mortes no desabamento de teto da Renascer

Os bombeiros confirmam que pelo menos sete pessoas morreram e outras 55 ficaram feridas no desabamento do teto da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, no Cambuci, zona sul de São Paulo. A informação é do tenente Miguel Jordan. A operação de resgate prossegue com a participação de 75 bombeiros, sendo que 45 deles trabalham na parte interna do prédio.

Engenheiros e técnicos da Defesa Civil de São Paulo e da Subprefeitura da Sé estão fazendo vistorias neste momento em imóveis vizinhos à Igreja Renascer, na Avenida Lins de Vasconcelos, no Cambuci, na zona sul da capital, segundo informações da Defesa Civil.

No número 1.000 da avenida, o teto da igreja desabou totalmente por volta das 19 horas, deixando pelo menos 50 feridos e um morto. De acordo com a Defesa civil, ainda não há informações se algum dos imóveis analisados foi interditado. Segundo a assessoria da Igreja Renascer, o imóvel que sofreu o acidente passou por uma reforma completa há cerca de quatro anos. No ano passado foram feitos trabalhos de pintura e pequenas restaurações.

Retirado de G1.com.br

Juiz autoriza que Obama use Deus em discurso de posse

Ativista ateu diz que a menção a Deus exclui não-religiosos. Juiz americano considerou legal o uso da frase 'com a ajuda de Deus'.

Barack Obama terá o direito de usar a frase "So help me God" ("com a ajuda de Deus", em livre tradução para o português). A liberação foi dada por uma corte distrital de Washington D.C, nesta quinta-feira (15).

O caso ganhou destaque após o advogado Michael Newdow, ativista ateu que busca tirar referências religiosas de práticas do governo do país, entrar com uma ação na Justiça em nome de um grupo de ateus.

Segundo Newdow, com a menção a Deus, incluída pela Suprema Corte, os cidadãos de outras crenças são excluídos do discurso que deveria ser representativo de toda a população do país. Se dependesse dele, o juramento iria se encerrar na menção à Constituição, sem falar em religião.

"O que reclamo é que a Suprema Corte dos Estados Unidos defina que o texto constitucional do juramento obrigatório para que o presidente assuma o cargo inclua uma citação a Deus. A Justiça não pode mudar a Constituição com base em religião nenhuma. Isso me ofende pessoalmente. Os indivíduos podem fazer o que quiserem, mas o meu governo não pode dizer que nós, como povo, acreditamos em nada", havia dito Newdow, antes da decisão do juiz Reggie Walton na quinta-feira (15).

Tradição

O texto do juramento diz: "Eu solenemente juro que vou executar fielmente o cargo de presidente dos Estados Unidos, e vou fazer o possível para proteger, preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos". Ele fez parte da posse de todos os presidentes, e a tradição diz que o primeiro líder do país, George Washington, teria incluído a menção a Deus no final, em 1789.

Por mais que se questione atualmente a falta de provas de que Washington tenha se referido a Deus, muitos defendem a conclusão como parte da tradição política do país. Newdow, entretanto, discorda do argumento e acusa a tradição de ter elementos nocivos para a sociedade.

"Este argumento da tradição já serviu para dizer que era tradição manter brancos e negros em lugares separados nos ônibus, ou dizer que as mulheres não podiam trabalhar. Muitas tradições são nocivas, e precisam ser analisadas para poder respeitar os direitos civis, independentemente do que dizem a história e a tradição", disse.

Retirado de G1.com.br