quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Filme “O Rebeliado” conta vida de ex-travesti que se tornou pastor

A vida de um ex-travesti: de uma infância miserável, marcada pelo trabalho semiescravo e pela mendicância, à prostituição nas ruas da capital da Paraíba e sua conversão em pastor evangélico. Com a construção do seu próprio templo, ele realiza um trabalho assistencialista na comunidade pobre onde vive, além de se dedicar àquela que considera a sua missão maior: a de converter gays, lésbicas e travestis à heterossexualidade.

Este é o tema inusitado de “O Rebeliado”, primeiro longa-metragem do diretor Bertrand Lira que terá estréia e lançamento de DVD no dia 10 deste mês, às 20 horas, no Cine Bangüê do Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho.

Captado em mini-dv, o projeto teve início em junho de 2006, seis meses antes de sua aprovação no edital do Fundo Municipal de Cultura (FMC) que permitiu a realização do filme e a produção de mil cópias em DVD.

O diretor soube da existência do personagem e no dia seguinte o procurou com a proposta de um documentário sobre sua história porque percebeu ali um rico material para uma abordagem sócio-antropológica da relação entre religião e sexualidade num contexto de grande carência material. “Clóvis Bernardo, nosso personagem, aceitou com simpatia a proposta. Acompanhamos por quase três anos importantes momentos de sua vida, inclusive a sua ordenação como pastor”, relata Bertrand.

“O Rebeliado” aborda o universo das igrejas neopentecostais na capital paraibana através do personagem irmão Clóvis, negro, 39 anos, ex-travesti, convertido à igreja Assembléia de Deus Missão, uma trajetória de vida singular: a migração com a mãe para a Cidade Maravilhosa em busca do pai desaparecido será assinalada pela mendicância e a descoberta da sexualidade. De volta à Paraíba, opta por uma transformação radical do próprio corpo. Com o codinome Anastácia, vai se prostituir nas ruas da capital, sofrendo discriminação e violência.

O sofrimento corrói sua auto-estima, levando-o a procurar na religião uma saída. Essa guinada resulta na veemente recusa à homossexualidade, no abandono do corpo feminino e na constituição de uma família. O agora irmão Clóvis decide pela construção de seu próprio templo, contrariando pastores da igreja na qual se deu sua conversão, daí o título “O Rebeliado”.

Neste trabalho, Bertrand Lira contou com uma equipe de estudantes e egressos do curso de Rádio e TV da Universidade Federal da Paraíba colaboradores de trabalhos anteriores.

Provavelmente a próxima postagem do blog deve ser de algum ativista homosexual tentando tirar o filme de circulção.

Retirado de O Verbo.com.br

Jogador finca bandeira da Palestina no centro do gramado durante partida


Ibrahim Dagasan, do Sivasspor, cria mal estar com companheiro de equipe em duelo contra o Galatasaray pela Copa da Turquia

O meia Ibrahim Dagasan, do Sivasspor, comemorou a vitória da sua equipe sobre o Galatasaray pela Copa da Turquia de uma maneira bastante polêmica. Após o triunfo nos pênaltis, o jogador pegou uma bandeira da Palestina e fincou no centro do gramado.

Os torcedores, de ambas equipes, vibraram com a atitude de Dagasan (A Turquia apoia a causa palestina contra Israel na Faixa de Gaza). No entanto, um clima de mal estar entre o elenco do Siva aconteceu no mesmo momento. Pini Balili, um dos principais atacantes da equipe, é israelense e comemorava a classificação no torneio correndo com uma bandeira da Turquia.

A Federação Turca de futebol ainda não anunciou se irá punir Dagasan pela atitude. A Fifa proíbe manifestações políticas nos campos de futebol. Recentemente, o atacante muçulmano Kanouté, do Sevilla, foi punido por mostrar um camisa apoiando a causa palestina.