quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ex-jogador Gilmar vira pastor e 'sombra' de fenômeno do mundo gospel

Ex-zagueiro é empresário da esposa e cantora evangélica Aline Barros. Na nova profissão, é dono de produtora, estúdio 3D e palco móvel

Na contramão dos ex-jogadores que sofrem psicológica e financeiramente com a aposentadoria, Gilmar dos Santos aproveitou o afastamento dos gramados para apostar na sua veia empresarial. Como a maioria dos outroras companheiros, confirma que não via a hora de oferecer mais atenção à família. Aliado à esposa e ao filho, ele passou a se dedicar ainda mais à igreja evangélica Comunidade Zona Sul, no Rio de Janeiro. Não só virou pastor auxiliar, depois de oito anos de estudo, como despertou para o filão do mundo gospel.

Fabrício Costa/GLOBOESPORTE.COM

Gilmar dos Santos é pastor auxiliar da Igreja Comunidade Evangélica Internacional Zona Sul, no Rio

Em vez de bolas, camisas e chuteiras, o ex-zagueiro de São Paulo, Palmeiras , Flamengo e Botafogo agora coleciona CDs, DVDs e muitos prêmios como produtor musical. Tudo na sombra da esposa - e também pastora da mesma igreja -, a cantora Aline Barros. Em 17 anos de carreira, ela lançou 20 álbuns - cinco em espanhol e quatro voltados para o público infantil. Vendeu cerca de 5 milhões de cópias e arrebatou certificações de Disco de Ouro, Platina Duplo, Platina Triplo e Diamante. Foi também a primeira brasileira do segmento evangélico a ganhar o Grammy Latino.

- A Aline (Barros) é um fenômeno. Dentro do segmento gospel, ela é disparada a artista de maior sucesso. Já o meu negócio com a música é nos bastidores. Eu me sinto realizado em trabalhar por trás das câmeras. Se antes eu era o famoso da família, agora a gente torce para sair na foto (risos) - brincou o empresário, de 37 anos, que viajou na última semana para o Nordeste a fim de confirmar 17 shows da esposa naquela região para abril deste ano.

Patrimônio: duas empresas e uma carreta milionária

Reprodução/Site oficial

Esposa Aline Barros, o filho Nicolas e Gilmar

Diferentemente da maioria dos jogadores, que tendem a ter uma queda na qualidade de vida após dar adeus ao futebol, Gilmar dos Santos comemora os resultados de suas três empresas. Ele é dono da produtora Genesis e do AB3D estúdio - de computação gráfica hiper-realista.

Além disso, o ex-defensor se orgulha de ser proprietário do primeiro palco móvel da América Latina. Trata-se de uma carreta de 14m de comprimento com 8,5m de altura avaliada em US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões). Em quatro horas, a geringonça se transforma num palco capaz de suportar um peso de 25 toneladas, entre cantores e instrumentos.

- Não posso me queixar. A minha vida está tão corrida como na época em que eu jogava futebol. Atualmente, tenho 32 funcionários e muitos planos no segmento evangélico - afirmou o co-autor do romance "Muito mais que um sonho", sobre casamento, família e religião, em parceria com a mulher Aline Barros.

Fonte : Globo Esporte

Israel: Kadima e Likud declaram vitória em eleições

Os líderes dos dois principais partidos que disputaram as eleições parlamentares em Israel nesta terça-feira (10) se declararam vitoriosos logo após o fechamento das urnas.

Com quase todos os votos apurados, os resultados indicam que o partido da chanceler Tzipi Livni, o centrista Kadima, conseguiu uma pequena vantagem sobre o seu principal oponente, o direitista Likud, do ex-premiê Benjamin Netanyahu.

De acordo com resultados preliminares divulgados pelo jornal Haaretz, o Kadima teria obtido 28 cadeiras do Knesset, o parlamento israelense, contra 27 do Likud.

Isto não quer dizer, no entanto, que Livni será a próxima primeira-ministra de Israel.

Para conseguir formar o governo é preciso ter a maioria dos 120 assentos do Parlamento, o que obrigará os dois líderes a tentar fazer acordos com os outros partidos para decidir quem será o próximo premiê.

O terceiro partido mais votado, segundo os resultados preliminares, foi o ultranacionalista Yisrael Beitenu, do polêmico Avigdor Lieberman, a grande novidade dessas eleições.

Se confirmados, os resultados darão um inédito quarto lugar ao Partido Trabalhista, do ministro da Defesa, Ehud Barak, uma das agremiações políticas mais tradicionais do país.

Os resultados finais das eleições em Israel devem ser divulgados nos próximos dias.

Após o fechamento das urnas, em um encontro com correligionários na sede do Kadima, Livni se disse pronta para liderar Israel e se declarou vitoriosa nas eleições.

"É um dia maravilhoso para o Estado de Israel. O povo escolheu o Kadima e nós completaremos nossa missão de criar um governo de unidade sob nossa liderança. O povo de Israel vai poder sorrir de novo quando criarmos esse governo", disse.

Livni ainda pediu que seu opositor, Benjamin Netanyahu, se juntasse ao Kadima em um governo de unidade nacional liderado por ela.

Mas, mesmo que os resultados se confirmem, as boas votações obtidas pelos partidos de direita devem dificultar a tarefa de Livni em conseguir formar uma coalizão, segundo analistas.

Estes partidos pequenos, de cujo apoio Livni precisará para se tornar premiê, se opõem a algumas de suas políticas, principalmente a de oferecer terras para os palestinos em troca de paz.

Esta situação fez com que Benjamin Netanyahu também declarasse vitória, afirmando que uma coalizão liderada pelo Likud irá governar Israel.

"O povo de Israel falou de maneira clara. O bloco nacionalista liderado pelo Likud conseguiu uma vantagem significativa", disse.

"Se Deus quiser, eu encabeçarei o próximo governo. Eu primeiro negociarei com nossos companheiros da direita, com quem já falei nesta noite, e começaremos amanhã as discussões para a formação do novo governo do Estado de Israel", afirmou Netanyahu em uma festa com correligionários na sede do Likud.

Baseando-se em pesquisas de boca-de-urna, analistas afirmam que o Likud e os vários partidos nacionalistas podem ter o controle de cerca de 65 das 120 cadeiras do Knesset.

O correspondente para assuntos diplomáticos da BBC, Jonathan Marcus, afirma que o resultado apertado pode levar a uma demora de semanas para a formação do novo governo.

Ainda segundo Marcus, o Likud teria feito um acordo com o mais forte dos partidos religiosos, o Shas, ainda antes das eleições.

Depois que os resultados finais saírem, o presidente Shimon Peres irá se consultar com líderes partidários para decidir quem entre eles tem a maior chance de formar um governo de coalizão. Ele, no entanto, não é obrigado a escolher o líder do maior partido.

O escolhido terá então 42 dias para formar a coalizão. Se ele não conseguir, Peres pode pedir que outro assuma a tarefa.

Segundo Jonathan Marcus, a decisão de quem será o primeiro a tentar formar a coalizão, Livni ou Netanyahu, dependerá da posição que o líder do partido Yisrael Beitenu, Avigdor Lieberman, passar ao presidente.

O apoio do nacionalista Lieberman deve ser decisivo para a formação do novo governo.

As eleições israelenses foram dominadas por questões sobre a segurança do país, logo após a ofensiva contra o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza.

Embora a Autoridade Palestina não tenha expressado preferência por nenhum candidato, um de seus principais negociadores, Saeb Erakat, se disse preocupado com os bons resultados dos partidos de direita.

"É óbvio que os israelenses votaram para paralisar o processo de paz", disse.