quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Frente Parlamentar Evangélica faz ato contra infanticídio

A Frente Parlamentar Evangélica na Câmara vai encaminhar um requerimento ao Ministério Público Federal (MPF) para que o órgão investigue as causas da morte da criança indígena Tititu Suruwaha. A suspeita é de que a menina, que sofria de um problema hormonal congênito, tenha morrido devido à falta de medicamento que era repassado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

A presidente da organização não-governamental (ONG) Atini Voz pela Vida, que atua em aldeias indígenas, Márcia Suzuki, explicou que logo ao nascer, a criança indígena foi vítima de uma tradição de sua aldeia que costuma enterrar vivos os bebês que nascem com deficiência, o chamado infanticídio. Para não matar a filha, os pais de Tititu abandonaram a aldeia em busca de tratamento.

A criança nasceu pseudo-hermafrodita e com uma deficiência hormonal. Depois de a criança passar por cirurgia, os pais voltaram à aldeia, mas a menina precisaria tomar uma medicação por toda a vida. A Funasa ficou responsável por encaminhar a medicação à aldeia, que fica no sudeste do Amazonas.

O presidente da frente parlamentar, deputado João Campos (PSDB-GO), disse que é preciso identificar os responsáveis. “Se houver identificação de alguém que colaborou para a morte, a responsabilidade terá que ser determinada e o órgão público, a autoridade pública precisará responder por isso”.

A Funasa informou está sendo elaborado um relatório de atendimento pela equipe que acompanhava a menina, mas ainda não há data de quando o documento estará pronto. A fundação informou ainda que Tititu tinha cuidados médicos desde que nasceu e que fazia exames periódicos em Manaus (AM).

Em um ato realizado nesta quarta-feira (11) na Câmara, parlamentares, representantes de ONGs que trabalham em aldeias indígenas e da sociedade civil cobraram do poder público medidas para evitar que os rituais de infanticídio ocorram nas aldeias.

De acordo com Márcia Suzuki, algumas etnias, como a Kuikuro, Kamayurá, Ikpeng, localizadas no Alto Xingu, em Mato Grosso, praticam o infanticídio. Uma das alternativas para evitar que as mães com bebês deficientes tenham que matar os filhos é promover a realização de exames pré-natal.

“Com isso, poderíamos evitar que as mães passem por esse problema. Se fosse identificado problema com o feto, se ele não puder ser curado ainda na gestação, a mão sairia da aldeia para ter seu filho”, argumentou Márcia.

Ela acrescentou que o infanticídio é praticado também em caso de nascimento de gêmeos.

Fonte: CDI

E o mundo jaz no Maligno... Homem mata amante e a tranca em freezer

O baterista suspeito de assassinar a amante de 19 anos em Francisco Morato, na Grande São Paulo, disse estar arrependido do crime. Preso na terça-feira (10), ele afirmou nesta quarta-feira (11) ao G1 que cometeu o crime após a garota ter ameaçado contar para sua mulher que eles tinham um relacionamento.

O músico afirmou que amarrou os pés e uma das mãos da vítima, a amordaçou e a colocou no freezer ainda viva. Tinha intenção de mantê-la nesta condição e chegou a alimentá-la, mas resolveu subitamente enfiar uma faca de 30 centímetros em seu pescoço.

O corpo da vítima ficou cinco dias no freezer sem que ninguém percebesse, embora várias pessoas tenham participado de um culto evangélico na casa. Na terça-feira (10), o baterista procurou a diretoria do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha e contou o que havia feito.

“Estou muito arrependido porque desgracei a vida da minha família. Minha família é evangélica. Antes de eu vir para a delegacia confessar o crime, minha enteada fez um culto em casa. Aquilo tocou meu coração.”

O suspeito disse que mantinha um relacionamento amoroso com a jovem, inquilina de sua mulher, há cerca de cinco meses. A moça, afirmou, manteria um segundo relacionamento há cerca de um mês. “Eu não a amava. Era só sexo. Eu amava minha esposa”, afirmou.

Ele contou que na noite anterior ao crime, ele e amante dormiram juntos. A mulher dele, comerciante, estava em São Paulo. Durante a manhã, logo após tomarem café-da-manhã, ela teria dito que revelaria o caso a sua esposa. Neste momento, de acordo com o suspeito, uma voz dizia insistentemente para matá-la.

“Da quinta para sexta ela dormiu comigo. De manhã, tomamos refrigerante e comemos mandioca. Ela começou a dizer que ia falar para minha mulher. Eu disse para ela não falar. E a voz sempre ‘atentando’. Eu falei: ‘Deixa eu amarrar sua perna’. E ela falando. Eu peguei e amordacei. Coloquei ela em cima do ombro e coloquei dentro do freezer. Deixei ela jogada lá. Com uma mão amarrada. Eu esfaqueei ela. Antes disso ela pediu água e comida. Eu dei.”

O baterista deixou a casa deles em Francisco Morato na quinta-feira, mas retornaria no sábado. Ele protelou a chegada da companheira até decidir confessar o crime porque não queria que ela descobrisse o corpo. De acordo com o suspeito, apesar do crime, sua esposa disse a ele que o ama e vai tentar ajudá-lo.

Retirado de G1.com.br