sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Netanyahu é designado oficialmente para formar novo governo em Israel

O líder conservador israelense Benjamin Netanyahu foi encarregado nesta sexta-feira pelo presidente Shimon Peres de formar um novo governo em Israel.

O anúncio foi feito depois que a líder do partido centrista Kadima, Tzipi Livni, descartou publicamente a participação de sua formação em um governo dirigido por Netanyahu.

"O presidente tomou sua decisão no que diz respeito à formação do governo e a presidência convocará o deputado Benjamin Netanyahu para confiar-lhe esta tarefa", afirma um comunicado oficial.

Peres havia convocado separadamente para uma reunião os dois políticos para convencê-los a formar um governo de união nacional, destacando a necessidade de formar um gabinete com estas características, dada a importância dos desafios que Israel vem enfrentando.

Classificando o gabinete previsto por Netanyahu de "governo sem visão política", Livni afirmou: "tal governo não tem nenhum valor e eu não serei sua avalista".

A líder centrista reiterou que seu partido "quer uma solução de paz baseada em dois Estados", um palestino e outro israelense, e acusou o futuro governo de Netanyahu, formado com o apoio da extrema-direita, de se opor a isso.

"Netanyahu quer nossa participação para estabilizar seu governo. Mas não a terá. A coalizão que ele planeja prejudica nosso país", declarou ao jornal Haaretz.

Haim Ramon, dirigente do Kadima e vice-ministro do atual governo, também descartou a participação de seu partido em um governo que "rejeita o princípio de dois Estados para dois povos", em referência à criação de um Estado palestino.

"Não aceitarei participar nesse governo com o único objetivo de salvar Bibi (Netanyahu) de si mesmo e seus sócios", enfatizou Livni.

Netanyahu havia afirmado, no entanto, estar disposto a convidar Livni para entrar em seu gabinete "devido aos grandes desafios que Israel enfrenta: Irã, terrorismo e crise econômica".

Logo após ser encarregado de formar o governo, Netanyahu insistiu na tese de que Irã é atualmente o maior dos desafios que seu país tem pela frente.

"Israel atravessa um período crucial e deve enfrentar desafios colossais. O Irã busca dotar-se de armas nucleares e constitui a ameaça mais grave para nossa existência desde a guerra da independência" (de 1948), afirmou Netanyahu.

Nas eleições legislativas de 10 de fevereiro, o partido Kadima obteve 28 cadeiras, uma a mais que o Likud. Mas Netanyahu é o único nestes momentos que pode formar uma coalizão, ao contar com um apoio de 65 deputados dos 120 que integram a Knesset.

Depois de ser oficialmente designado, Netanyahu disporá de um prazo de 28 dias, prolongáveis por mais 14, para apresentar sua proposta de governo ao Parlamento.

Netanyahu, que desde o início se opôs aos acordos de paz de Oslo com os palestinos em 1993, reduziu seu alcance quando foi primeiro-ministro (1996-1999), retomando em grande escala a colonização judia nos territórios palestinos.

Hostil à criação de um Estado palestino, se manteve, no entanto, impreciso sobre suas intenções durante esta campanha eleitoral.

Retirado de G1.com.br

Presidente de Israel manda Bibi Netanyahu, do Likud, formar governo

Decisão ocorreu após encontros com líderes do Likud e do Kadima.
Likud tem cadeira a menos no parlamento, mas ganhou apoio da direita.

O presidente de Israel, Shimon Peres, designou nesta sexta-feira (20) que o chefe do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu, para tentar formar o novo governo do país.

A decisão foi anunciada em comunicado da presidência após encontros de Peres com Bibi e com a líder do centrista Kadima, Tzipi Livni, na última rodada de consultas antes da formação de governo. Um convite formal deve ser feito ainda nesta sexta.

Peres recebeu em sua residência oficial, em Jerusalém, os dois dirigentes políticos cujos partidos obtiveram a maior representação parlamentar nas eleições de 10 de fevereiro.

Depois da reunião, Livni descartou publicamente a participação de sua formação em um governo dirigido por Netanyahu.

No pleito, o Kadima que obteve mais cadeiras, 28, uma a mais que o Likud, que, no entanto, conta com mais apoio devido ao aumento do número de deputados no bloco de direita.

Agora, Bibi tem um prazo de seis semanas para formar o novo governo de coalizão e virar premiê.