terça-feira, 7 de abril de 2009

Jogo japonês para computador premia estupro e pedofilia


Tudo começa numa estação do metrô, onde o jogador encontra uma mulher e começa a molestá-la. Os estupros ocorrem primeiro no trem e depois em um parque da cidade. Se o criminoso conseguir fotografar a vítima nua e chorando, ele tem acesso às duas filhas da vítima e também as violenta e, depois, obriga todas a abortar.

Se o leitor imagina que estou relatando mais um caso escabroso de crime sexual, errou. Trata-se de uma reportagem, dura e dramaticamente verdadeira, sobre o mercado informal de entretenimento. Renato Machado, repórter do jornal O Estado de S.Paulo, radiografou o conteúdo e comercialização de games vendidos livremente na internet e nas ruas de São Paulo.

A reportagem do jornal encontrou o jogo japonês para computador Rapelay nos catálogos de pelo menos cinco vendedores ambulantes que trabalham na região das Ruas Santa Efigênia e Timbiras, no centro de São Paulo. O Rapelay foi produzido em 2006 pela empresa japonesa Ilusion e no fim do ano passado chegou a outros países. Os jogos podem facilmente ser baixados pela internet, em sites de compartilhamento.

Além de ter como foco a violência sexual, o jogo também choca ao mostrar casos de pedofilia, pois uma das vítimas usa um uniforme de estudante colegial e a outra tem 10 anos de idade, Segundo resenhas publicadas sobre o jogo, o estupro contra a segunda é feito em um quarto com ursos de pelúcia. Após elas engravidarem, o criminoso tem de convencê-las a abortar, ou será jogado por elas nos trilhos do trem.

O Ministério Público Federal (MPF) tomou conhecimento da existência do jogo por meio de um oportuno alerta da juíza da 16a Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo Kenarik Bouijkian Felippe. Como faz parte do Grupo de Estudos de Aborto, ela recebeu um e-mail com o conteúdo do Repelay e repassou para o MPF.

O caso está sendo investigado pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos do MPF. De acordo com o procurador da República Sérgio Suiama, uma das dificuldades para abrir uma investigação criminal é que a legislação brasileira não tipifica o abuso sexual simulado de crianças, adolescentes e adultos. “É um absurdo um jogo em que o objetivo seja um estupro, mas infelizmente não há preceitos legais para analisarmos o caso. Ele faz parte de uma grande discussão jurídica sobre até onde vai a liberdade de expressão e onde começa o crime”, diz.

Conversei com o procurador. O que ele percebe, com razão, é a dificuldade de reprimir um jogo produzido em outro país e que aqui só é comercializado clandestinamente. Combater a pirataria é importante, mas, como todos sabemos, não é nada fácil. Ademais, sublinha Sérgio Suiama, o monitoramento dos sites de compartilhamento é extremamente complicado. Esbarramos na dramática carência de normas internacionais que, de fato, sejam capazes de enfrentar os excessos do mundo virtual.

As empresas de comunicação e entretenimento, os legisladores, a sociedade e a família têm papel fundamental na luta contra ações criminosas e marcadamente antisociais. Cabe-nos a responsabilidade de falar claro. A liberdade de expressão termina onde começa o crime e o desrespeito aos valores éticos fundamentais. Produzir e comercializar um jogo que premia estupro e pedofilia é crime de primeira grandeza. A impunidade é uma arma devastadora da estabilidade social. É preciso encontrar mecanismos legais eficientes na repressão desses delitos.

Nós, jornalistas, formadores de opinião e empresários da comunicação, precisamos assumir firmemente a bandeira da cidadania. As empresas de comunicação, éticas e sérias, produzem entretenimento de qualidade e não podem ser confundidas com falanges criminosas do mundo virtual. Por isso, devemos defender editorialmente as fronteiras que separam a liberdade de expressão do simulacro da liberdade. A falsa liberdade desemboca facilmente no crime hediondo. Matérias como as do repórter Renato Machado estão na melhor linha do jornalismo de qualidade.

Fonte: JC

Ps:. Vergonha !

Show do ano: Regis Danese grava DVD no Rio de Janeiro


O show mais esperado do ano, quando será gravado o DVD “Faz Um Milagre em Mim”, do cantor Regis Danese, já tem data e local definidos. O evento será realizado no dia 12 de maio, na casa de espetáculos Via Show, em Nova Iguaçu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Dentre as participações especiais, já está confirmada a presença de André Valadão, Davi Sacer e Irmão Lázaro.

No repertório, canções que marcaram a carreira gospel do mineiro e inéditas que prometem repetir o sucesso do hit “Faz Um Milagre em Mim”. A música estourou em rádios gospel e populares e ainda rendeu ao cantor Disco de Ouro em menos de um mês, pelas mais de 100 mil cópias vendidas, e de Diamante (500 mil cópias) com apenas quatro meses no mercado.

Se programe para participar do show mais esperado do ano! Mais informações, em breve, no site da Line Records.

Fonte: Line Records

“Inimigo número 1” de Deus na Bíblia vira vilão em filme de ficção científica


O arqui-inimigo de Deus na Bíblia é o mais novo vilão da ficção científica — e não estamos falando do Diabo. Uma produção do canal de TV a cabo Sci-Fi, que estreia nesta terça (7), às 23h, transformou o antigo deus cananeu Baal, cujo culto idolátrico seduzia os israelitas no Antigo Testamento, no pivô de sua trama.

O filme “Ba’al: o deus da tempestade”, que será exibido simultaneamente em vários países da América Latina, é um thriller arqueológico no qual dois pesquisadores tentam recuperar amuletos místicos e evitar que a divindade — a qual teria sido derrotada por seu pai — recupere seus poderes e arrase o planeta com desastres climáticos.

Em entrevista coletiva por telefone, os protagonistas do filme — o americano Jeremy London, que interpreta o arqueólogo Dr. Helm, e a canadense Stefanie von Pfetten, que faz a linguista Carol Gage — dizem que a trama aborda apenas o lado mitológico de Baal, e não sua relação com os personagens bíblicos. “Essa fascinação com outros mundos é atemporal, sempre existiu e sempre vai existir”, diz Von Pfetten. “A mitologia é sempre uma fonte de imaginação muito interessante, e é legal ver como os antigos mitos interagem com a história moderna”, diz London.

Samba do crioulo doido

Ainda bem que os participantes da produção enfatizaram o lado fantasioso do filme, porque a trama realmente só usa os mitos originais sobre Baal (ou Ba’al; as duas grafias são possíveis) como um vago pretexto para a história. Para começar, o Baal do filme é um deus sumério (antiga civilização da Mesopotâmia, o atual Iraque), enquanto o Baal bíblico é venerado por culturas totalmente diferentes, nativas da Palestina, do Líbano e da Síria.

A linguista vivida por Von Pfetten também precisa descobrir a localização dos amuletos ligados a Baal decifrando o famoso Rolo de Cobre, um dos chamados Manuscritos do Mar Morto. O detalhe, porém, é que o Rolo de Cobre foi decifrado há décadas e não contém menção alguma a Baal, divindade que já tinha sido praticamente esquecida quando o texto foi escrito no começo da Era Cristã. Mas, de fato, o texto do Rolo de Cobre fala de um fabuloso tesouro, talvez retirado do Templo de Jerusalém.

Fonte: G1