segunda-feira, 11 de maio de 2009

Teoria cruza calendário maia com Nostradamus, Bíblia e até o I Ching para prever o Apocalipse


No dia 21 de dezembro de 2012, um raro alinhamento do Sol com o centro da Via-Láctea dará início a uma série de eventos desastrosos. São esperados terremotos, dilúvios, pragas e distúrbios eletromagnéticos que culminarão com o fim dos tempos. Não há como ignorar os sinais de que o fim se aproxima: crise econômica mundial, gripe suína, aquecimento global, alterações no ciclo solar, guerras e desigualdade. A tese catastrofista se espalha e avoluma, incendiada pela internet, e há quem acredite piamente que até 2012 o mundo irá, mas de lá não passará. Até Hollywood embarcou na onda e lança uma produção milionária em novembro explorando o tema.

A origem distinta para previsões coincidentes seria a prova cabal para o fim trágico da humanidade. O rol de tragédias identificadas com a data está descrito em profecias das mais variadas culturas: oráculos romanos e gregos, o calendário maia, textos de Nostradamus, a Bíblia, o I Ching e até um programa de computador que filtra a internet atrás de tendências de comportamento.

É assim, misturando realidade com ficção e ciência com religião, que se criou a mais nova profecia para o fim do planeta. Mas o que há de real nessa confusão de história, astronomia, astrologia e religião? “Muito pouco”, diz o professor de física da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Walmir Thomazi Cardoso. Segundo ele, o argumento que serve de base para boa parte das profecias - o alinhamento do Sol com o centro da Via-Láctea em 21 de dezembro de 2012 - é fraco. Esse fenômeno vai, de fato, acontecer, mas será mais um entre tantos outros. Para nós, humanos, ele poderá parecer inédito, porque acontece uma vez a cada 26 mil anos, mas, para o planeta Terra, que tem 4,5 bilhões de anos, já aconteceu pelo menos 173 mil vezes. “Se alguém espera que as tragédias descritas pelas profecias se concretizem por desequilíbrios astrais, está perdendo tempo”, explica Cardoso.

Fonte: ISTOÉ

A solução para a gripe suína

As previsões mais pessimistas, ou realistas, dizem que estamos diante de uma pandemia, ou seja, uma epidemia em nível mundial e sem controle. A última foi em 1918 com a Gripe Espanhola, responsável pela morte de 44 milhões de pessoas em todo o mundo. O pavor atual reside no descontrole e vulnerabilidade frente ao vírus causador da gripe suína, uma vez que ela pode matar em poucos dias. Até o momento em que escrevo este texto, as autoridades brasileiras insistem que não há motivo para pânico, em nosso país a gripe não chegou **. Com cautela, esperemos.

Agora, se as previsões estiverem corretas, o que esperar num estado de pandemia? Ainda que distantes, olhando para a tensão e o sofrimento no México, algumas constatações já são possíveis termos. Acompanhe.

Fragilidade. O ser humano não tem, mas deveria ter, aquela etiqueta que diz "Cuidado, frágil". Nossas capacidades, habilidades e conquistas, muitas vezes maquiam nossas fraquezas. Evoluímos tanto e, ironicamente, uma gripe pode fazer parar o mundo com todo seu orgulho auto-suficiente. Lembro-me de um economista que disse certa vez: "Se a bolsa de valores na Ásia espirrar, o resfriado é sentido no mundo inteiro", na época era difícil entender o que ele queria dizer. Hoje, às portas de uma pandemia, fica mais fácil o entendimento, afinal, a facilidade e rapidez nos meios de transporte acabam por transportar tudo, inclusive o vírus que desembarca em rodoviárias, portos e aeroportos. Assim como a rede de comunicação digital faz com a bolsa na Ásia. Se lá está ruim é só deslocar o dinheiro para outro endereço financeiro no mundo. Em outras palavras, transporte e informática ora são bênçãos, ora são maldições sem nenhum controle. É, somos frágeis! Incrivelmente frágeis!

Isolamento. A gripe suína é democrática. Frágeis que somos, todos nós, ela não escolhe cor ou classe social. Ricos e pobres são atingidos e correm os mesmos riscos. O drama é que a gripe isola. Uma vez com a gripe, você se isola e as pessoas isolam você. Ninguém quer ser atingido por um vírus que pode matar. Como a ameaça é real, um país inteiro vive um inusitado baile de máscaras. Você vê pessoas, mas não vê seus rostos, apenas mascarados a andar de um lado a outro, assustados, desconfiados, isolados.

Medo. Frágeis e isolados o medo prejudica ainda mais. Medo de tudo, do hoje, do amanhã, das conseqüências, dos ambientes, da falta de recursos, do ar, de uma corriqueira dor de cabeça, um espirro, um cansaço. Enfim, medo de um inimigo triplamente poderoso, pois trata-se de um vírus mutante que carrega três tipos de gripe, das aves, dos suínos e dos humanos.

Qual a solução para enfrentar a gripe suína? Dentre as soluções que ouvi, a que me parece mais eficaz foi orientada pelo presidente do México. Em uma frase, que se levada a efeito será terrível para o lazer, os negócios e a economia de seu país, porém altamente benéfica para a população, ele disse: "A solução mais segura para sua família é ficar em sua casa. Não saia de casa, proteja-se!".

Pense nos sistemas e esquemas de pecado, corrupção e doença que existem no mundo. Pensou? O lugar mais seguro para suportarmos e vencermos os ataques empreendidos por estes sistemas e esquemas é vivermos nos braços da nossa família. Maio é o mês que a maioria das igrejas investe em encontro de casais, cultos para famílias, vigílias etc. Numa hora tão delicada como a que o mundo enfrenta agora, é bom reconhecer que a instituição mais atacada pelo mundo, a família, se mostre como o esconderijo mais seguro contra as ameaças externas.

O Salmo 91 diz que "aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, a sombra do Onipotente descansará...praga alguma chegará à tua tenda... Dar-lhe-ei abundância de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.", versos 1,10 e 16. As idéias deste Salmo explicam o conselho do presidente do México, acompanhe.

Fortaleza. Para suprir nossa evidente fragilidade o lar se coloca como uma fortaleza. Na intimidade da família nossas fragilidades não ficam expostas a ataques. Debaixo das sombras daqueles que nos amam, os dardos inflamados do maligno, endereçados a nós com os venenos da sedução e da tentação, nem sequer chegam perto, o lar é uma fortaleza que nos defende, nos preserva. Para desfrutar da segurança que existe no centro da família, é necessário habitar. Todas as bênçãos descritas nos 16 versos do Salmo 91, são para todo aquele que habita. Não são para meros visitantes, muito menos para aqueles que fazem do lar um mero dormitório e dos familiares um banco 24 horas, onde se vai apenas para sacar, muito pouco para depositar e nunca, nunca mesmo, para habitar.

Comunhão. Para vencer o isolamento somente a comunhão. Comum união sem hipocrisia, interesses comercias, negociatas, só se encontra no calor de uma família. Lá fora, máscaras. No interior do lar, rostos descobertos, a possibilidade de se ver um sorriso, uma expressão. Lá fora cada um correndo para o seu alvo. No interior do lar todos em volta da mesa, nutrindo-se do mesmo pão, compartilhando ingredientes que tempos como esses, de crise, epidemia e pandemia negam a todos nós, ingredientes como afeto, atenção, cuidado e respeito que só a beleza da comunhão pode dar.

Coragem. O medo de tudo é transformado em coragem na fortaleza e comunhão de uma família. Afinal, é através de uma promessa cheia de esperança que o Salmo 91 termina, com o prêmio da abundância de dias e salvação que vem do Senhor. Saber que não estamos sós, mas em família, nos encoraja a vencermos inclusive o medo.

A gripe suína assusta as pessoas comuns, as autoridades e os especialistas. E assusta principalmente pelo fato de estar fora de controle. O vírus maldito, indomável e mutante do pecado deveria assustar ainda mais. Mas não assusta, nosso velho mundo se acostumou com ele. Para vencê-lo, parte da solução é abrigar-se na família. Eu sei, nem todos têm uma família cheia de coragem, que seja uma fortaleza e tenha comunhão, eu sei. E sabe por que nem todos têm uma família assim? Isso mesmo! Por causa do vírus do pecado. Por isso afirmei que parte da solução seria a família. A solução completa e suficiente chama-se Jesus Cristo, Ele tem o antídoto contra o maldito, indomável e mutante vírus do pecado, o Seu sangue! Coloquemos nossas famílias para habitar com Cristo, porque são muitas as pandemias que dominam o mundo, pragas de todos os tipos e áreas, mas nenhuma deverá tocar naqueles que moram com o Senhor, "pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; po-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome" Salmo 91.4.

Edmilson Ferreira Mendes é teólogo. Atua profissionalmente há mais de 20 anos na área de Propaganda e Marketing. Voluntariamente, exerce o pastorado há mais de dez anos. Além de conferencista e preletor em vários eventos, também é escritor, autor de quatro livros: '"Adolescência Virtual", "Por que esta geração não acorda?", "Caminhos" e "Aliança".

** - A matéria de Edmilson Ferreira Mendes foi escrita no dia 07/05, e hoje no dia 11/05 já é registrado casos da Gripe Suína no Brasil.

Fonte : Guiame.com.br