terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cristãos são queimados vivos no Paquistão

PAQUISTÃO - As forças especiais do Paquistão assumiram o controle na cidade de Gojra (Punjab), após o episódio sangrento em que ao menos oito pessoas – incluindo mulheres e uma criança – foram queimadas vivas e outras 20 ficaram feridas. Pelo menos 50 casas foram incendiadas e destruídas, e milhares de fieis fugiram para escapar da execução. Os parentes das vítimas se recusam a cuidar dos corpos e não realizarão funerais até que os culpados sejam presos. Alguns dos mortos já foram identificados: Hamed Masih, 50, Asia Bibi, 20, Asifa Bibi, 19, Imam Bibi, 22, Musa, 7, Akhlas Masih, 40, e Parveen, 50.

Cerca de 3 mil muçulmanos, depois de serem incitados pelas autoridades religiosas locais, foram até o vilarejo cristão de Gojra. Grupos de jovens muçulmanos com os rostos cobertos começaram a atirar. Os aldeões fugiram, mas alguns foram pegos e mortos pelos tiros.

Para queimar as casas, os militantes usaram um combustível específico, que é difícil de apagar. Segundo testemunhas, o mesmo combustível foi utilizado no vilarejo de Shanti Nagar, incendiado em fevereiro de 1997, na destruição de Sangla Hill (2005) e no incêndio de 50 casas e duas igrejas em 30 de julho.

Tudo começou quando Talib Masih foi acusado de ter queimado páginas do Corão durante uma cerimônia de casamento no dia 29 de julho. No dia 30 de julho, milhares de militantes islâmicos atacaram e incendiaram casas de cristãos em Koriyan e duas igrejas protestantes.

O ministro pelas minorias, Beat Shahbaz, acusou a polícia de negligência. Os cristãos locais dizem que pediram a proteção dos oficiais há dias porque a situação estava tensa, mas foram ignorados.

Alguns cristãos argumentam que, apesar de a polícia estar presente durante o ataque em Gojra, os criminosos não foram presos. Outras testemunhas afirmaram que depois de um tempo, a polícia tentou detê-los, mas os jovens também feriram alguns policiais.

Ontem, conforme a notícia dos ataques se espalhava, em Lahore houve uma manifestação para pedir garantias de liberdade aos cristãos.

Fonte: Portas Abertas
www.portasabertas.org.br

Pastor e dois cristãos são torturados pela polícia

BANGLADESH - Atendendo a provocações de líderes muçulmanos locais, a polícia no oeste de Bangladesh torturou um pastor e outros dois cristãos por proclamarem Cristo.

Habibur Rahman, 45, pastor da Igreja Boalia Spiritual (Boalia Ruhani Jamat), no distrito de Cuadanga, disse que estava indo se encontrar com outras pessoas para a reunião mensal sobre evangelismo, quando a polícia o atacou e o agrediu, e também a Zahid Hassan, 25, e outro cristão identificado como Fazlur.

A primeira pergunta do comandante foi: “Por que você se tornou cristão?”.

“Fazendo uso de palavras difíceis, o comandante me acusou de ensinar a Bíblia e converter pessoas naquela área”, contou o pastor.

Em maio, o delegado de polícia havia ameaçado agredi-lo em um culto, mas não foi bem informado quanto ao horário, e não conseguiu seus objetivos, diz Rahman.

A polícia arrastou os homens para um veículo próximo e os transportou para o acampamento da polícia, em Shamyunagar.

“Os policiais nos disseram: ‘Ensinaremos vocês a esquecer Cristo’, enquanto nos arrastavam para o automóvel.”

Quando chegaram ao acampamento, os oficiais os vendaram e os levaram para salas separadas.

Eu ouvia gritos horripilantes vindo das outras salas. Estava sentado no chão, vendado. Não conseguia compreender o que estava acontecendo ao meu redor. Depois, os policias vieram até minha sala, chutaram minha nuca, e minha cabeça bateu contra a parede; eles também deram golpes em minha cintura”, relata o pastor.

Ordenando que ele dissesse quantas pessoas haviam se convertido para o cristianismo, o comandante afirmou que o chutaria o mesmo número de vezes. Os oficiais falaram para o pastor clamar por Jesus, afirmando que queria ver como Jesus iria salvá-lo.

“Enquanto nos agredia fisicamente, a polícia nos garantiu que não haveria cristãos naquela área. Eles feriram nossas mãos, lábios, coxas e rostos com cigarros. Nos agrediram com paus. Foi assim durante uma hora.

Os policiais disseram para Rahman admitir o que quer que fosse que ele já havia feito de errado na vida. Quando os homens chegaram na delegacia de Boalia na manhã seguinte, dezenas de cristãos esperavam para conseguir a libertação.

Eles diziam: “Também somos criminosos, porque acreditamos em Cristo como Habibur Rahman e os outros dois homens. Se vocês não os soltarem, então devem nos prender também”.

Os três homens só foram libertos à noite.

O pastor Rahman afirma: “O chefe administrativo disse que ninguém deveria interferir na religião do outro, mas no momento não podemos ir à igreja para cultuar. Entramos nos templos vivos, mas voltamos para casa mortos”.

Fonte: Portas Abertas
www.portasabertas.org.br